A Kinea afirmou que a união dos FIIs KORE11 e KNRI11 não é viável no curto prazo devido à disparidade de precificação no mercado, mas não descarta ajustes futuros.
A Kinea, gestora dos Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) KORE11 e KNRI11, esclareceu que a união entre os dois ativos não é uma possibilidade no curto prazo. A decisão se baseia principalmente na diferença de precificação de mercado entre os fundos, com o KNRI11 negociando próximo ao seu valor patrimonial, enquanto o KORE11 apresenta um desconto significativo. Embora a consolidação seja vista como uma tendência estrutural da indústria para atender investidores institucionais, a Kinea prioriza os interesses econômicos de ambos os fundos e não realizará operações que gerem prejuízo a qualquer uma das partes.
Diante desse cenário, a Kinea concentrará esforços em aprimorar a comunicação e a visibilidade do KORE11, buscando que o mercado precifique de forma mais justa seu portfólio. Contudo, a gestora não descarta a realização de ajustes pontuais e reciclagens de ativos no futuro, especialmente no KORE11, quando as condições de liquidez do mercado se mostrarem mais favoráveis. Essa postura reflete a cautela da Kinea em proteger o valor para os cotistas, ao mesmo tempo em que mantém uma visão estratégica de longo prazo para seus fundos.