O JPMorgan reitera sua preferência pela Gerdau no setor siderúrgico brasileiro, apesar de uma visão pessimista para o segmento devido às exportações chinesas e ao impacto limitado de medidas antidumping.
O JPMorgan atualizou suas estimativas para as siderúrgicas brasileiras, mantendo uma perspectiva pessimista para o setor. A principal preocupação do banco reside na crescente pressão das exportações de aço da China, que continuam a impactar negativamente o mercado global. Apesar da aprovação de medidas antidumping e do aumento de tarifas sobre o aço importado, o JPMorgan avalia que o impacto será limitado, uma vez que as importações podem ser redirecionadas de outras regiões e a demanda pode ser restringida por preços mais altos.
Nesse cenário desafiador, a Gerdau (GGBR4) se destaca como a principal recomendação do banco, recebendo classificação 'overweight' e um preço-alvo de R$ 29,00, principalmente devido à sua forte exposição ao mercado norte-americano. Em contrapartida, as estimativas para a Usiminas (USIM5) foram reduzidas para o 4T25, com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 5,00, devido a preços mais baixos e volumes fracos. A CSN (CSNA3) também mantém classificação neutra e preço-alvo de R$ 9,00, com o JPMorgan esperando pressão contínua do aço chinês e destacando a unidade de mineração como seu principal motor de desempenho.