O governo federal confirmou a manutenção da limitação de passageiros no Santos Dumont para 6,5 milhões anuais, priorizando o Galeão após reunião de Lula com Paes e ministro.
O governo federal decidiu manter a restrição de passageiros no Aeroporto Santos Dumont (SDU), fixando o limite em 6,5 milhões anuais. A revogação da decisão anterior, que previa um aumento para 8 milhões de passageiros a partir de 2026, ocorreu após uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes. A medida reforça a política de priorizar o Aeroporto do Galeão, crucial para sua retomada e coordenação com o Santos Dumont, iniciada em 2024.
Eduardo Paes, que vinha criticando a possibilidade de flexibilização das restrições no SDU, agradeceu ao presidente Lula pela defesa dos interesses do Rio de Janeiro, citando a recuperação do Galeão. O Ministério de Portos e Aeroportos justificou a revogação pela busca de uma agenda estratégica para o crescimento da aviação e turismo no Rio. Desde a implementação da limitação, o Santos Dumont viu seu movimento cair de 10,9 milhões para 5,7 milhões, enquanto o Galeão mais que dobrou, registrando um recorde de 17,8 milhões de passageiros em 2025, um crescimento de 125% em relação a 2023.
Essa decisão visa garantir a complementaridade dos serviços aeroportuários no estado e fortalecer o Galeão, que tem um leilão de venda assistida previsto para 30 de março, com lance mínimo de R$ 932 milhões. A manutenção da restrição no Santos Dumont é vista como um passo fundamental para a consolidação do Galeão como principal porta de entrada internacional do Rio de Janeiro.
InfoMoney • 4 fev, 08:52
Agência Brasil - EBC • 3 fev, 18:46
InfoMoney • 3 fev, 17:53