Os gastos da União com benefícios vitalícios para ex-presidentes ultrapassaram R$ 9,5 milhões em 2025, com Dilma Rousseff e Fernando Collor liderando as despesas, apesar de prisões e suspensões.
Mesmo diante de prisões e suspensões de benefícios, os gastos da União com ex-presidentes superaram R$ 9,5 milhões em 2025, um valor que se mantém estável em relação a anos anteriores. Dilma Rousseff, atualmente residindo na China, foi a ex-presidente que mais gerou despesas, totalizando R$ 2,37 milhões, impulsionados por passagens aéreas internacionais e verbas indenizatórias para pessoal no exterior. Fernando Collor, mesmo cumprindo pena, acumulou R$ 2,27 milhões em gastos, principalmente com passagens e diárias para sua equipe de servidores.
Os benefícios concedidos incluem uma estrutura de quatro servidores para segurança e apoio pessoal, dois assessores, dois veículos e dois motoristas. Jair Bolsonaro teve seu benefício suspenso temporariamente pela 8ª Vara Federal de Belo Horizonte, mas o Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) reverteu parcialmente a decisão, mantendo parte da estrutura. Michel Temer, José Sarney e Fernando Henrique Cardoso também figuram na lista de gastos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva é o único ex-presidente que não recebe o custeio por ter sido reeleito.