Chatbots estão moldando a opinião de eleitores globalmente, incluindo no Brasil, levantando preocupações sobre desinformação e a urgência de uma regulação eleitoral para garantir a equidade.
A influência de chatbots nas eleições é uma realidade crescente, com estudos demonstrando que plataformas como ChatGPT e Gemini já impactam eleitores em diversos países, incluindo o Brasil. A preocupação se intensifica com a revelação de que uma parcela considerável do eleitorado, principalmente jovens, está aberta a seguir recomendações políticas geradas por inteligência artificial. Testes realizados no Brasil, onde 79% dos usuários de IA a utilizam para aprendizado, inclusive em temas políticos, mostraram que alguns chatbots foram mais diretos ao sugerir opções de voto, evidenciando o potencial de manipulação e disseminação de vieses.
Diante deste cenário, a necessidade de regulamentação torna-se premente. Órgãos como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o Ministério Público Federal (MPF), juntamente com especialistas, estão em busca de mecanismos para garantir a transparência e a igualdade de condições entre os candidatos. O desafio é complexo, pois o uso de chatbots na política é visto como uma tendência irreversível, exigindo um equilíbrio entre a inovação tecnológica e a integridade do processo democrático.