Os preços do petróleo sofreram uma queda acentuada de quase 5%, marcando a maior baixa em mais de seis meses, impulsionados pela desescalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. Declarações do ex-presidente Donald Trump, sugerindo que o Irã estava "conversando seriamente" com Washington, diminuíram o prêmio de risco geopolítico que vinha sustentando os preços. Paralelamente, a decisão da Opep+ de manter sua produção de petróleo inalterada para o mês de março, somada à valorização do dólar americano, que encarece a commodity para compradores internacionais, reforçou a pressão de baixa.
Analistas de mercado observam que, apesar das flutuações recentes, os riscos geopolíticos têm mascarado um cenário fundamentalmente pessimista para o petróleo. Há uma expectativa de excesso de oferta no mercado global até 2026, o que sugere que a tendência de queda pode persistir a médio prazo, caso não surjam novos fatores que alterem significativamente a dinâmica de oferta e demanda.
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