Especialistas preveem que o brasileiro continuará endividado e inadimplente em 2026, com juros reais elevados e menor oferta de empregos, apesar da expectativa de queda da Selic.
O cenário financeiro para o brasileiro em 2026 permanece desafiador, com projeções indicando a persistência de altos níveis de endividamento e inadimplência. Apesar da expectativa de queda da taxa Selic, especialistas apontam que os juros reais continuarão elevados, acima de dois dígitos, impactando negativamente a atividade econômica e a capacidade de recuperação financeira das famílias. Ao final de 2025, o endividamento das pessoas físicas alcançou 49,77%, com a inadimplência em 5,05% e o comprometimento da renda familiar em 29,28%.
Essa dificuldade em quitar dívidas é multifacetada, resultante do rolamento da dívida, dos juros compostos e dos efeitos da pandemia na flexibilização do crédito. Em dezembro de 2025, a taxa de juro média paga pelo cidadão atingiu 60%, com o cartão de crédito rotativo superando 1.000% em alguns casos. O crédito rotativo, empréstimo pessoal, cheque especial e consignado privado registraram aumentos significativos em 2025, agravando o panorama para o próximo ano, que também será marcado pela falta de educação financeira.