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Endividamento do brasileiro persistirá em 2026 com juros altos e menos emprego

Especialistas preveem que o brasileiro continuará endividado e inadimplente em 2026, com juros reais elevados e menor oferta de empregos, apesar da expectativa de queda da Selic.

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Foto: InfoMoney
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02/02 às 06:01

Pontos principais

  • O endividamento das pessoas físicas atingiu 49,77% e a inadimplência 5,05% ao fim de 2025.
  • A taxa de juro média paga pelo cidadão chegou a 60% em dezembro de 2025, com o cartão de crédito superando 1.000% em alguns casos.
  • Juros reais elevados, acima de dois dígitos, são projetados para 2026, freando a atividade econômica e a recuperação financeira.
  • A dificuldade em pagar dívidas é atribuída ao rolamento da dívida, juros compostos e o impacto da pandemia na flexibilização do crédito.
  • Crédito rotativo, empréstimo pessoal, cheque especial e consignado privado registraram aumentos significativos em 2025.

O cenário financeiro para o brasileiro em 2026 permanece desafiador, com projeções indicando a persistência de altos níveis de endividamento e inadimplência. Apesar da expectativa de queda da taxa Selic, especialistas apontam que os juros reais continuarão elevados, acima de dois dígitos, impactando negativamente a atividade econômica e a capacidade de recuperação financeira das famílias. Ao final de 2025, o endividamento das pessoas físicas alcançou 49,77%, com a inadimplência em 5,05% e o comprometimento da renda familiar em 29,28%.

Essa dificuldade em quitar dívidas é multifacetada, resultante do rolamento da dívida, dos juros compostos e dos efeitos da pandemia na flexibilização do crédito. Em dezembro de 2025, a taxa de juro média paga pelo cidadão atingiu 60%, com o cartão de crédito rotativo superando 1.000% em alguns casos. O crédito rotativo, empréstimo pessoal, cheque especial e consignado privado registraram aumentos significativos em 2025, agravando o panorama para o próximo ano, que também será marcado pela falta de educação financeira.

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