O pênis bovino, valorizado como afrodisíaco na Ásia, especialmente na China, encontra um destino diferente no Brasil, onde é transformado em petisco para cães e gera receita adicional para frigoríficos.
O pênis bovino, um subproduto da pecuária, revela uma dualidade de destinos e valor comercial global. Enquanto na Ásia, particularmente na China, é reverenciado como um alimento afrodisíaco e parte da medicina tradicional para aumentar a libido, no Brasil, ele assume um papel distinto, sendo transformado em petisco para cães. Essa versatilidade permite que frigoríficos brasileiros exportem o produto, categorizado como "miudezas comestíveis de bovinos", para mercados como Hong Kong, onde a tonelada pode alcançar US$ 6 mil, ou o processem para o crescente mercado pet nacional, oferecendo benefícios como limpeza dental e entretenimento para os animais.
Essa prática exemplifica o aproveitamento integral do gado, onde nenhuma parte é descartada, desde a crina para pincéis até as glândulas para a indústria farmacêutica. Embora o consumo de pênis bovino esteja em declínio entre os jovens chineses, o mercado asiático ainda representa uma fonte de receita significativa para os produtores brasileiros, que encontram no mercado pet uma alternativa sustentável e lucrativa para um produto que, de outra forma, teria menor valor agregado.