O mercado de leilões de imóveis no Brasil expandiu mais de 35% nos três primeiros trimestres de 2025, com a maioria dos compradores sendo consumidores finais, devido à maior segurança jurídica e digitalização.
O mercado de leilões de imóveis no Brasil vive um período de forte crescimento, com um aumento de mais de 35% nos três primeiros trimestres de 2025. Este avanço é impulsionado por uma maior segurança jurídica, proporcionada por mudanças legislativas como a lei de alienação fiduciária e o Marco Legal das Garantias, que reduziram riscos e custos de crédito. A digitalização e a proliferação de plataformas agregadoras também desempenharam um papel crucial, democratizando o acesso e tornando o processo mais transparente para um público mais amplo.
Atualmente, a maioria dos compradores são consumidores finais em busca de imóveis para uso próprio, o que aumentou a competitividade e resultou em descontos médios de até 27%. A Caixa Econômica Federal se destaca como a principal ofertante, com cerca de 70% dos imóveis disponíveis, muitos deles em faixas de preço mais acessíveis, como os do programa Minha Casa Minha Vida. Especialistas preveem que, embora o ritmo de crescimento possa se estabilizar após o boom pós-pandemia, o mercado continuará em expansão devido ao crédito imobiliário, à segurança jurídica e à crescente acessibilidade da informação.