Chuvas intensas em janeiro comprometeram a qualidade das laranjas no interior paulista, resultando em queda de preços e mercado contido, enquanto esforços contra o greening avançam.
As fortes chuvas que atingiram o interior paulista em janeiro impactaram negativamente a qualidade das laranjas, resultando em um esfriamento do mercado, conforme análise do Cepea/Esalq da USP. A umidade excessiva favoreceu o surgimento de podridões e fungos, comprometendo a produção destinada tanto à indústria quanto ao consumo in natura. Consequentemente, os preços da laranja pera in natura registraram queda de quase 2% na segunda quinzena do mês, com a caixa de 40 quilos sendo negociada a R$ 41 no dia 30, e o mercado spot paulista permaneceu contido.
Em meio a esse cenário desafiador, a citricultura brasileira busca soluções para problemas crônicos como o greening, a praga mais destrutiva do setor. Um novo Centro de Pesquisa Aplicada (CPA Citros) foi inaugurado em Piracicaba, com um investimento de R$ 90 milhões, para intensificar a pesquisa e a transferência de tecnologia no combate à doença. O greening, que afeta os pomares desde 2004, especialmente em São Paulo, é transmitido pela cigarrinha e continua sendo uma ameaça significativa para a produção.