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Chuvas de janeiro derrubam qualidade da laranja e esfriam mercado paulista

Chuvas intensas em janeiro comprometeram a qualidade das laranjas no interior paulista, resultando em queda de preços e mercado contido, enquanto esforços contra o greening avançam.

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Foto: G1 - Economia
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01/02 às 10:00

Pontos principais

  • Chuvas intensas em janeiro afetaram a qualidade das frutas cítricas e esfriaram o mercado paulista, segundo análise do Cepea/Esalq da USP.
  • A umidade excessiva aumentou a incidência de podridões e fungos, levando à perda de parte da produção e queda na qualidade das frutas.
  • Os preços da laranja pera in natura caíram quase 2% na segunda quinzena de janeiro, com a caixa de 40 quilos fechando a R$ 41.
  • Um novo Centro de Pesquisa Aplicada (CPA Citros) foi criado em Piracicaba, com R$ 90 milhões de investimento, para combater o greening.

As fortes chuvas que atingiram o interior paulista em janeiro impactaram negativamente a qualidade das laranjas, resultando em um esfriamento do mercado, conforme análise do Cepea/Esalq da USP. A umidade excessiva favoreceu o surgimento de podridões e fungos, comprometendo a produção destinada tanto à indústria quanto ao consumo in natura. Consequentemente, os preços da laranja pera in natura registraram queda de quase 2% na segunda quinzena do mês, com a caixa de 40 quilos sendo negociada a R$ 41 no dia 30, e o mercado spot paulista permaneceu contido.

Em meio a esse cenário desafiador, a citricultura brasileira busca soluções para problemas crônicos como o greening, a praga mais destrutiva do setor. Um novo Centro de Pesquisa Aplicada (CPA Citros) foi inaugurado em Piracicaba, com um investimento de R$ 90 milhões, para intensificar a pesquisa e a transferência de tecnologia no combate à doença. O greening, que afeta os pomares desde 2004, especialmente em São Paulo, é transmitido pela cigarrinha e continua sendo uma ameaça significativa para a produção.

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