Uma proposta de imposto de 5% sobre fortunas bilionárias na Califórnia, visando arrecadar US$ 100 bilhões para a saúde, provocou forte oposição de empresários e um intenso debate político no estado.
Uma proposta de imposto de 5% sobre fortunas acima de US$ 1 bilhão na Califórnia, a ser aplicada retroativamente a partir de 2026, tem gerado uma onda de "revolta" entre os bilionários do Vale do Silício. Empresários como David Sacks e Peter Thiel já expressaram forte oposição, com alguns indicando a intenção de transferir ativos ou abrir escritórios em outros estados. A medida, apresentada pelo sindicato SEIU-UHW e que será submetida a consulta popular em novembro, visa arrecadar US$ 100 bilhões em cinco anos para compensar cortes federais na saúde e corrigir o que defensores chamam de desequilíbrios fiscais, argumentando que bilionários pagam uma porcentagem menor de sua renda real em impostos.
Este debate expõe profundas divisões políticas e econômicas no estado, inclusive dentro do Partido Democrata, com o governador Gavin Newsom se opondo à proposta, enquanto políticos progressistas a apoiam. Críticos da medida temem que o imposto possa inibir a inovação e provocar um êxodo de empreendedores, impactando a economia californiana. Por outro lado, os defensores minimizam o risco de uma fuga em massa, citando casos anteriores, e ressaltam que, mesmo com o imposto, a riqueza dos bilionários continuaria a crescer anualmente, buscando uma maior equidade fiscal.