O governo japonês demonstra divisões sobre a desvalorização do iene, com a primeira-ministra defendendo seus benefícios e a ministra das Finanças ameaçando intervenção.
O governo japonês enfrenta um dilema em relação à desvalorização do iene, que atingiu mínimas de 18 meses. Enquanto a primeira-ministra Sanae Takaichi vê a moeda mais fraca como uma oportunidade para impulsionar as exportações, beneficiando setores como o automotivo e de alimentos, a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, manifesta preocupação e ameaça intervir para conter a queda. Essa divergência reflete a complexidade da situação econômica, onde a desvalorização contribui para a inflação e pressiona o banco central a considerar aumentos nas taxas de juros.
Apesar de não especificar a preferência por um iene forte ou fraco, Takaichi enfatiza a necessidade de uma estrutura econômica resiliente às flutuações cambiais. No entanto, a prolongada queda do iene, aliada ao aumento nos rendimentos dos títulos do governo, tem gerado apreensão entre os investidores quanto à saúde das finanças públicas do Japão, destacando a urgência de uma estratégia coesa para a política monetária e fiscal do país.