O Banco Central endureceu as normas para Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que atuam no setor financeiro, visando maior segurança e governança após recentes incidentes cibernéticos.
O Banco Central (BC) implementou um ajuste significativo nas regras para os Provedores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI) que operam no Sistema Financeiro Nacional (SFN) e no Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). As alterações visam tornar os requisitos mais completos, claros e objetivos, alinhando-os a padrões de outros segmentos regulados e reforçando a segurança e a governança corporativa. Entre as mudanças, destacam-se critérios mais rigorosos para capital social, patrimônio líquido e reputação dos administradores, além de novas definições sobre controle acionário e a inclusão de hipóteses para medidas cautelares.
Essa medida do BC ganha particular relevância após o recente ataque hacker sofrido pelo Banco do Nordeste (BNB), que expôs a vulnerabilidade dos prestadores de serviços terceirizados no sistema financeiro. As novas exigências de governança, controles internos e compliance, com relatórios anuais e mecanismos de rastreabilidade, buscam mitigar riscos cibernéticos e fortalecer a resiliência do setor. As instituições terão um prazo de oito meses para se adaptar às novas regulamentações.