Donald Trump afirma que o Irã busca um acordo, mas intensifica ameaças militares com o envio de uma armada maior que a enviada à Venezuela, enquanto Teerã rejeita negociações sob coação e promete resposta decisiva a agressões.
As tensões entre Estados Unidos e Irã se intensificam com declarações de Donald Trump de que o Irã "quer um acordo" e que ele fixou um prazo para a resposta de Teerã. Trump expressou o desejo de conversar com o Irã, mas ressaltou que espera não ter que usar "navios grandes e poderosos" contra o país, reiterando a possibilidade de um ataque "muito pior" caso o Irã não negocie um acordo nuclear justo, não desenvolva armas nucleares e pare de reprimir manifestantes. Em contrapartida, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chanceler Abbas Araqchi, afirmam que o país está aberto ao diálogo e não busca a guerra, mas prometem uma resposta imediata e decisiva a qualquer agressão, recusando negociações sob ameaças militares.
A situação é agravada por ameaças mútuas e movimentações militares. Trump se gabou de uma "enorme armada" a caminho do Oriente Médio, afirmando ser ainda maior que a enviada à Venezuela, e relembrou a "Operação Martelo da Meia-Noite" contra instalações nucleares iranianas. O presidente americano considera diversas opções militares, incluindo bombardeios, operações encobertas e ataques a instalações nucleares e militares, com alguns oficiais dos EUA sugerindo ataques direcionados para inspirar protestos e promover uma mudança de regime. Os EUA mantêm o porta-aviões USS Abraham Lincoln no Oriente Médio, enviando mais força militar para monitorar o Irã. Enquanto isso, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou exercícios militares com munição real no estratégico Estreito de Ormuz, e autoridades iranianas alertam que um ataque dos EUA seria o início de uma guerra. Trump ainda não autorizou ação militar, tendo sido convencido a desistir de ações anteriores após mediação e a desistência iraniana de execuções de manifestantes, em um contexto onde a repressão a protestos no Irã já resultou na morte de pelo menos 6.159 pessoas, segundo ativistas.
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