A ministra Simone Tebet criticou o Congresso Nacional por "sequestrar" parte dos recursos livres do Orçamento através de emendas parlamentares, defendendo um melhor planejamento e qualidade do gasto público.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, expressou forte crítica ao Congresso Nacional, acusando-o de "sequestrar" parte dos recursos livres do Orçamento por meio de emendas parlamentares. Segundo Tebet, essa prática leva o Congresso a se tornar excessivamente dependente do Orçamento, muitas vezes com objetivos eleitorais, comprometendo a qualidade e o planejamento dos gastos públicos. A ministra ressaltou que, embora não seja contra as emendas em si, discorda da falta de clareza e planejamento na aplicação de grandes somas por parlamentares individuais.
Em sua fala, Tebet destacou que o Orçamento é restritivo e que o Brasil precisa urgentemente melhorar a forma como gasta seus recursos, evitando aplicações sem o retorno esperado. Ela aceitou o cargo com o objetivo de mudar a cultura de falta de planejamento orçamentário no país e anunciou o lançamento inédito de um plano estratégico governamental de 25 anos, com metas e diretrizes até 2050, buscando maior eficiência e transparência na gestão dos recursos públicos.