Ouro e prata sofrem maior queda em anos com realização de lucros e Warsh no Fed
Ouro e prata registraram sua maior queda em anos, com o ouro despencando 11% e a prata 31%, impulsionados pela recuperação do dólar, dados de inflação e a expectativa de uma política monetária mais rígida do Federal Reserve com a possível indicação de Kevin Warsh.
Pontos principais
- O ouro caiu mais de 11% e a prata derreteu 31%, marcando a maior queda percentual desde 2016 para o ouro e a maior em anos para ambos os metais preciosos.
- A queda ocorreu após um rali explosivo que levou os preços a máximas históricas, com o ouro subindo 18% e a prata mais de 40% em janeiro.
- A recuperação do dólar, dados de inflação ao produtor nos EUA e a expectativa de Kevin Warsh, visto como um candidato mais hawkish para o Fed, foram os gatilhos para a liquidação.
- Especialistas indicam que uma correção já era esperada devido à rápida valorização e à alta volatilidade dos metais, com a Capital Economics alertando para quedas tão rápidas quanto as altas.
- Apesar da pressão, junho ainda é o mês mais provável para a retomada do ciclo de flexibilização monetária pelo BC norte-americano, segundo o CME Group.
Após atingirem máximas históricas impulsionadas por um rali explosivo, o ouro e a prata sofreram sua maior queda em anos. O ouro recuou mais de 11%, marcando sua maior queda percentual desde 2016, enquanto a prata despencou 31%, revertendo os ganhos significativos de janeiro. A principal causa para essa liquidação foi a recuperação do dólar, dados de inflação ao produtor nos EUA e a expectativa de uma política monetária mais rígida do Federal Reserve, impulsionada pela possível indicação de Kevin Warsh, visto como um candidato mais hawkish para a presidência do Fed.
Analistas de mercado já esperavam uma correção, dada a rápida valorização e a alta volatilidade dos metais preciosos. A demanda por esses ativos havia sido impulsionada por investidores preocupados com a desvalorização cambial, a independência do Federal Reserve, guerras comerciais e tensões geopolíticas. A Capital Economics alerta que os preços dos metais podem cair tão rapidamente quanto sobem, prevendo que o ouro termine o ano abaixo dos níveis atuais, apesar de junho ainda ser o mês mais provável para a retomada do ciclo de flexibilização monetária pelo BC norte-americano, segundo o CME Group.
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