Pela primeira vez, o Ministério das Relações Exteriores reservará vagas para indígenas e quilombolas no concurso de diplomata, um marco impulsionado pela nova lei de cotas.
O Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o Instituto Rio Branco anunciaram a abertura de um concurso público para a carreira de diplomata que, pela primeira vez na história, incluirá vagas reservadas para pessoas indígenas e quilombolas. Esta medida é um reflexo direto da nova lei de cotas, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representa um avanço significativo na busca por maior representatividade no serviço público.
Das 60 vagas totais oferecidas, 2 serão destinadas a candidatos indígenas e 1 a quilombolas, somando-se às cotas já existentes para pessoas com deficiência e pessoas negras. A iniciativa foi amplamente celebrada por lideranças como a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, que a descreveu como a concretização de um sonho coletivo e um passo importante para o empoderamento. Além disso, o edital prevê um procedimento de verificação documental complementar e a possibilidade de candidatos indígenas concorrerem à bolsa-prêmio do Programa de Ação Afirmativa do Instituto Rio Branco para Indígenas (PAA/IRBr Indígenas), reforçando o compromisso com a inclusão.