O Brasil registrou a menor criação de empregos desde a pandemia em 2025, com 1,3 milhão de vagas, refletindo a desaceleração econômica causada pela política monetária do Banco Central para conter a inflação.
O Brasil encerrou 2025 com a menor criação de empregos desde a pandemia, registrando 1,3 milhão de novas vagas. Os dados do Caged evidenciam uma clara desaceleração econômica, diretamente ligada à política monetária restritiva adotada pelo Banco Central para controlar a inflação. A geração de empregos em dezembro ficou abaixo do esperado, mesmo considerando a sazonalidade de demissões pós-festas de fim de ano, reforçando o cenário de arrefecimento.
Especialistas, como Janaína Feijó da FGV Ibre, apontam que a manutenção de juros altos desestimula significativamente as contratações e os investimentos, impactando diretamente a capacidade de expansão das empresas. Os setores da indústria e comércio foram os que mais sentiram essa retração, já apresentando desaceleração ao longo de 2025. Embora o Caged reflita os efeitos da política monetária antes da Pnad Contínua, que analisa trimestres móveis, a expectativa para 2026 é de que o mercado de trabalho continue sob a influência dos juros elevados, apesar de possíveis estímulos fiscais e eventos como a Copa do Mundo e as eleições.