Bitcoin registra maior sequência negativa desde 2018 em meio a temores sobre o Fed
O Bitcoin e outras criptomoedas sofrem quedas significativas, impulsionadas pela aversão a risco global e pela expectativa de uma postura menos expansionista do Federal Reserve sob Kevin Warsh.
Pontos principais
- O Bitcoin (BTC) caiu 6,4% em 24 horas, negociado a US$ 82.177, e caminha para o quarto mês consecutivo de queda.
- A queda do Bitcoin é acompanhada por outras criptomoedas como Ethereum, Solana e Dogecoin.
- A possível nomeação de Kevin Warsh para a presidência do Federal Reserve, conhecido por defender um balanço menor, gera preocupação sobre a liquidez do mercado.
- Resgates de quase US$ 1 bilhão em ETFs de criptomoedas nos EUA reforçam a aversão a risco e a redução da exposição institucional.
- A correção das criptomoedas ocorre em sintonia com a queda das bolsas americanas, especialmente do setor de tecnologia.
O Bitcoin (BTC) registrou uma queda de 6,4% nas últimas 24 horas, sendo negociado a US$ 82.177, e está a caminho de sua maior sequência negativa desde 2018, com o quarto mês consecutivo de desvalorização. Essa tendência de baixa se estende a outras criptomoedas importantes, como Ethereum (ETH), Solana (SOL) e Dogecoin (DOGE), que também operam no vermelho. A principal causa para essa aversão a risco no mercado de criptoativos é a crescente expectativa de que Kevin Warsh, conhecido por sua postura menos expansionista e defesa de um balanço menor para o banco central, assuma a presidência do Federal Reserve.
A possível mudança na liderança do Fed levanta preocupações sobre a liquidez global, testando a tese de sustentação do Bitcoin, que historicamente se beneficiou da expansão do balanço do banco central. A aversão a risco foi ainda mais acentuada por resgates de quase US$ 1 bilhão em ETFs de criptomoedas listados nos EUA, sinalizando uma redução generalizada da exposição institucional. Esse cenário se alinha com a correção observada nas bolsas americanas, particularmente no setor de tecnologia, após a queda das ações da Microsoft, indicando um ambiente macroeconômico global mais cauteloso.
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