Em 2025, o Brasil registrou um marco preocupante na luta contra o trabalho análogo à escravidão, com 2.772 pessoas resgatadas. Pela primeira vez, a maioria desses resgates, totalizando 68%, ocorreu em áreas urbanas, indicando uma mudança no foco e na natureza da exploração. A construção civil emergiu como o setor mais crítico, com 601 casos em obras de alvenaria e 186 em construções de edifícios, evidenciando a vulnerabilidade de trabalhadores neste segmento.
O perfil dos resgatados revela uma realidade social complexa: predominantemente homens, com idade entre 30 e 39 anos, baixa escolaridade e uma maioria expressiva (83%) de autodeclarados negros. Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais e São Paulo foram os estados com maior número de ocorrências. Os trabalhadores resgatados tiveram acesso ao Seguro-Desemprego e receberam mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias, um passo crucial para a reparação e reintegração social.
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