Bolsas europeias e de Nova York fecharam em baixa, influenciadas por balanços mistos, PPI acima do esperado, indicação ao Fed e tensões EUA-Irã.
As bolsas europeias e de Nova York encerraram o dia em baixa, com os índices oscilando e perdendo força no final do pregão, refletindo a deterioração do sentimento global. O cenário foi marcado por uma série de balanços corporativos mistos, que geraram movimentos distintos entre os setores. A SAP, por exemplo, registrou uma queda expressiva de 16% em Frankfurt, enquanto empresas como Chevron e ExxonMobil avançaram em Nova York. A indicação de Kevin Warsh, ex-diretor do Federal Reserve, para a presidência do banco central americano e o Índice de Preços ao Produtor (PPI) dos EUA acima das expectativas também contribuíram para a pressão negativa nos mercados.
Paralelamente, as tensões geopolíticas, especialmente o aumento das preocupações com uma possível ação militar dos EUA contra o Irã e novas sanções da União Europeia, impulsionaram os preços do petróleo e, consequentemente, as ações de empresas de energia. No entanto, o setor de mineração devolveu parte dos ganhos, e o ouro e a prata tiveram quedas históricas. Empresas como Deckers Outdoor e SanDisk apresentaram resultados positivos, impulsionadas por projeções e demanda ligada à IA, contrastando com a queda de outras como Visa e American Express.