Artistas como Matthew McConaughey e Luísa Sonza enfrentam o uso não autorizado de suas imagens e vozes por inteligência artificial, impulsionando debates sobre direitos autorais e a necessidade de novas regulamentações.
Artistas renomados como Matthew McConaughey e a brasileira Luísa Sonza estão lidando com os desafios impostos pela inteligência artificial, que permite a criação e manipulação de suas imagens e vozes sem autorização. McConaughey, por exemplo, já registrou trechos de suas atuações como marca nos Estados Unidos, buscando uma camada adicional de proteção contra o uso indevido de sua persona por tecnologias de IA. Este movimento reflete uma preocupação crescente na indústria do entretenimento, evidenciada pela campanha "Stealing Isn't Innovation", assinada por centenas de artistas que clamam por maior controle sobre o uso de suas obras.
No Brasil, a situação é similar, embora com particularidades legais. Enquanto a legislação atual já oferece alguma proteção aos artistas, o país ainda não possui ferramentas no INPI para registrar voz ou vídeo como marca, o que limita as opções de defesa em comparação com os EUA. A viralização de uma versão de música de Taylor Swift com a voz de Luísa Sonza, gerada por IA, ilustra a urgência do debate sobre autoria e ética. Especialistas apontam que tanto as empresas de tecnologia quanto os usuários finais podem ser responsabilizados pelo uso indevido, destacando a necessidade de um arcabouço regulatório mais robusto e específico para o cenário da inteligência artificial.