O Itaprevi, fundo de previdência de Itaguaí, enfrenta inquérito do Ministério Público e expectativa de investigação da PF após aplicar R$ 59,6 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, que foi liquidado.
O fundo de previdência de Itaguaí, Itaprevi, está sob os holofotes após a revelação de que investiu 20% de seu patrimônio, o equivalente a R$ 59,6 milhões, em Letras Financeiras (LFs) do Banco Master, que foi liquidado. A situação gerou um inquérito por parte do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para investigar o risco de prejuízo e a responsabilização dos envolvidos. O presidente do Itaprevi, Carlos Eduardo Cruz Ferreira Gonçalves, já antecipa uma possível investigação da Polícia Federal, dada a alta exposição do fundo.
A controvérsia se aprofunda com a troca de acusações entre a atual e a antiga gestão do Itaprevi. A administração atual atribui a decisão de alto risco à gestão anterior, liderada por Fernanda Pereira da Silva Machado, que teria alterado a política de investimentos para permitir tais alocações. Fernanda, por sua vez, defende que os investimentos foram baseados nas melhores propostas de rentabilidade e que a política já previa essa possibilidade. Enquanto servidores aposentados e ativos manifestam preocupação, o presidente do Itaprevi assegura que o fundo tem capacidade financeira para cobrir as folhas de pagamento por pelo menos uma década, e o município busca antecipar precatórios para mitigar o déficit atuarial.