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Fundo de Previdência de Itaguaí sob investigação após investir 20% no Banco Master

O Itaprevi, fundo de previdência de Itaguaí, enfrenta inquérito do Ministério Público e expectativa de investigação da PF após aplicar R$ 59,6 milhões em Letras Financeiras do Banco Master, que foi liquidado.

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Foto: InfoMoney
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27/01 às 22:05 · atualizado 28/01 às 08:53

Pontos principais

  • O presidente do Itaprevi, Carlos Eduardo Cruz Ferreira Gonçalves, aguarda investigação da PF devido ao alto investimento no Banco Master.
  • O fundo de previdência de Itaguaí aplicou 20% do seu patrimônio (R$ 59,6 milhões) em Letras Financeiras do Banco Master, sem garantia.
  • A atual gestão responsabiliza a administração anterior pela decisão, enquanto a ex-presidente nega irregularidades, alegando que os investimentos visavam rentabilidade.
  • O Ministério Público do Estado do Rio abriu inquérito para apurar o risco de prejuízo e a responsabilização dos envolvidos.
  • Servidores expressam preocupação, mas o presidente do Itaprevi afirma que o fundo possui saúde financeira para cobrir pagamentos por pelo menos 10 anos.

O fundo de previdência de Itaguaí, Itaprevi, está sob os holofotes após a revelação de que investiu 20% de seu patrimônio, o equivalente a R$ 59,6 milhões, em Letras Financeiras (LFs) do Banco Master, que foi liquidado. A situação gerou um inquérito por parte do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro para investigar o risco de prejuízo e a responsabilização dos envolvidos. O presidente do Itaprevi, Carlos Eduardo Cruz Ferreira Gonçalves, já antecipa uma possível investigação da Polícia Federal, dada a alta exposição do fundo.

A controvérsia se aprofunda com a troca de acusações entre a atual e a antiga gestão do Itaprevi. A administração atual atribui a decisão de alto risco à gestão anterior, liderada por Fernanda Pereira da Silva Machado, que teria alterado a política de investimentos para permitir tais alocações. Fernanda, por sua vez, defende que os investimentos foram baseados nas melhores propostas de rentabilidade e que a política já previa essa possibilidade. Enquanto servidores aposentados e ativos manifestam preocupação, o presidente do Itaprevi assegura que o fundo tem capacidade financeira para cobrir as folhas de pagamento por pelo menos uma década, e o município busca antecipar precatórios para mitigar o déficit atuarial.

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