Apesar das promessas sobre a IA, os EUA tiveram 1,2 milhão de demissões em 2025, um aumento de 58% em relação a 2024, com a inteligência artificial sendo um fator significativo nos cortes, especialmente no setor de tecnologia e entre a Geração Z.
Os Estados Unidos registraram um total alarmante de 1,2 milhão de demissões em 2025, representando um aumento de 58% em comparação com 2024 e equiparando os níveis da crise financeira de 2008. Este cenário contrasta fortemente com as promessas de líderes de tecnologia, como Elon Musk e Demis Hassabis, que previam a criação de novos empregos e o impulsionamento da força de trabalho pela inteligência artificial. No entanto, a IA emergiu como um fator significativo nos cortes, especialmente no setor de tecnologia, onde foi responsável por 54.836 das 154 mil demissões.
Os servidores federais foram os mais atingidos, com aproximadamente 308 mil cortes, impulsionados por iniciativas de redução de custos. A Geração Z, trabalhadores em início de carreira, foi particularmente impactada, com a porcentagem de funcionários entre 21 e 25 anos em grandes empresas de tecnologia caindo pela metade em apenas dois anos. Especialistas apontam que a IA tende a substituir tarefas mais básicas, o que explica o maior impacto sobre os profissionais menos experientes. Empresas como Microsoft, Meta e Amazon realizaram demissões em massa, com seus CEOs reconhecendo que a inteligência artificial está assumindo funções anteriormente desempenhadas por humanos.