A possível remessa do caso Master para a Justiça Federal é vista como um movimento que pode tanto encerrar investigações de grandes nomes quanto ser um passo temporário antes do retorno ao STF, dependendo do surgimento de autoridades com foro privilegiado.
A possível devolução do caso Master para a Justiça Federal tem gerado intensos debates e preocupações nos bastidores de Brasília. Enquanto alguns veem a medida como uma forma de desafogar o Supremo Tribunal Federal (STF) e tirá-lo do centro da crise, há um temor generalizado entre investigadores de que a mudança de foro possa sepultar as apurações envolvendo políticos com foro privilegiado. A Polícia Federal, no entanto, assegura que continuará investigando qualquer envolvido, independentemente da instância judicial.
A expectativa é que a investigação ainda contenha material significativo a ser analisado, e a eventual aparição de nomes de políticos com foro privilegiado poderia, novamente, remeter o caso ao STF. A decisão final sobre a remessa para a primeira instância é aguardada para o retorno dos trabalhos do Judiciário em fevereiro, marcando um ponto crucial para o futuro das investigações do caso Master.