A Polícia Federal colhe depoimentos no STF sobre a compra de ativos do Banco Master pelo BRB, investigando crimes financeiros e a conduta do ministro Dias Toffoli.
A Polícia Federal deu início a uma nova rodada de depoimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação sobre a aquisição de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O processo, que corre sob sigilo por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso, envolve a oitiva de oito pessoas, incluindo diretores de ambas as instituições e empresários. Um dos depoentes, Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor do BRB, prestou esclarecimentos, enquanto Alberto Felix de Oliveira, do Banco Master, exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio.
As apurações da PF focam em crimes financeiros graves, como organização criminosa, gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, com valores que podem chegar a R$ 12 bilhões. A relevância do caso se acentua pela tramitação no STF, justificada pela possível existência de um investigado com prerrogativa de foro, um deputado federal. Além disso, a condução do processo por Dias Toffoli tem gerado controvérsias, incluindo questões sobre o envio de material apreendido e sua relação com um dos advogados envolvidos.