PF colhe depoimentos no STF sobre compra do Banco Master pelo BRB; diretor do BRB fica em silêncio
A Polícia Federal colhe depoimentos no STF sobre a compra de ativos do Banco Master pelo BRB, investigando crimes financeiros e a conduta do ministro Dias Toffoli.
Pontos principais
- A Polícia Federal iniciou a coleta de depoimentos de oito pessoas no STF sobre o caso da compra do Banco Master pelo BRB.
- Entre os depoentes estão diretores do BRB e do Banco Master, com um diretor do BRB optando pelo silêncio.
- A investigação apura crimes como organização criminosa, gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada e lavagem de dinheiro, envolvendo até R$ 12 bilhões.
- O caso tramita no STF devido à possível menção de um deputado federal e há controvérsias sobre a condução do processo pelo ministro Dias Toffoli.
A Polícia Federal deu início a uma nova rodada de depoimentos no Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da investigação sobre a aquisição de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). O processo, que corre sob sigilo por determinação do ministro Dias Toffoli, relator do caso, envolve a oitiva de oito pessoas, incluindo diretores de ambas as instituições e empresários. Um dos depoentes, Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor do BRB, prestou esclarecimentos, enquanto Alberto Felix de Oliveira, do Banco Master, exerceu seu direito constitucional de permanecer em silêncio.
As apurações da PF focam em crimes financeiros graves, como organização criminosa, gestão fraudulenta, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro, com valores que podem chegar a R$ 12 bilhões. A relevância do caso se acentua pela tramitação no STF, justificada pela possível existência de um investigado com prerrogativa de foro, um deputado federal. Além disso, a condução do processo por Dias Toffoli tem gerado controvérsias, incluindo questões sobre o envio de material apreendido e sua relação com um dos advogados envolvidos.
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