Após duas décadas de negociações, a União Europeia e a Índia formalizaram um acordo de livre comércio, criando uma das maiores zonas comerciais do mundo para impulsionar o comércio e proteger-se de instabilidades globais.
A União Europeia e a Índia anunciaram a conclusão de um acordo de livre comércio histórico, resultado de quase duas décadas de negociações. Este pacto cria uma das maiores áreas comerciais do mundo, abrangendo cerca de 2 bilhões de pessoas e representando quase 25% do PIB global, conforme destacou o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou a parceria estratégica e o diálogo como uma "escolha clara" para ambas as partes, ressaltando que a colaboração constrói resiliência mútua e demonstra que "outro caminho é possível" em um mundo fragmentado.
O acordo tem como objetivos principais impulsionar o comércio bilateral e proteger as economias da UE e da Índia contra a concorrência chinesa e os impactos da guerra tarifária dos Estados Unidos. A UE prevê uma economia de até 4 bilhões de euros por ano com a redução ou eliminação de tarifas indianas sobre produtos europeus, incluindo veículos, vinho, massa e chocolate. Por sua vez, a Índia busca ampliar suas exportações de setores como têxteis, joias e produtos de couro, além de atrair investimentos e tecnologia europeia. A redução das tarifas indianas sobre carros importados da UE, de 110% para 40% inicialmente, é um ponto crucial que abrirá o vasto mercado automotivo indiano para montadoras europeias.
Além das questões comerciais, o pacto abrange acordos adicionais sobre a circulação de trabalhadores, intercâmbio de estudantes e cooperação em segurança e defesa, aprofundando a relação estratégica entre os dois blocos. A formalização e implementação do acordo são aguardadas após uma análise jurídica, consolidando um marco que reflete os esforços globais para diversificar o comércio e mitigar riscos geopolíticos. Este movimento posiciona a UE e a Índia como parceiros fundamentais em um cenário econômico global em constante transformação.
InfoMoney • 27 jan, 07:55
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