Com a expectativa de cortes na taxa Selic a partir do primeiro trimestre, investidores devem revisar suas carteiras de renda fixa para aproveitar novas oportunidades e mitigar riscos.
O cenário econômico brasileiro aponta para o início de um ciclo de cortes na taxa básica de juros (Selic) a partir do primeiro trimestre, conforme projeções do Banco Central e da Febraban. Atualmente em 15% ao ano, a Selic deve ser reduzida, com o mercado financeiro estimando que encerre o ano em 12,25%. Essa mudança cria um ambiente propício para investidores revisarem suas estratégias, especialmente na renda fixa, buscando otimizar retornos em um contexto de juros mais baixos.
Diante dessa perspectiva, especialistas recomendam a diversificação da carteira, com foco em títulos prefixados e indexados à inflação (IPCA+). Estudos da XP indicam que esses tipos de investimentos tendem a superar o CDI em períodos de queda de juros. Contudo, a cautela do Banco Central é justificada por incertezas geopolíticas e riscos fiscais internos, ressaltando a importância de os investidores definirem claramente seu horizonte de tempo, perfil de risco e manterem a reserva de emergência separada de investimentos estratégicos para evitar perdas.