O derretimento do gelo na Groenlândia, impulsionado pelas mudanças climáticas, está tornando a ilha acessível e intensificando a corrida geopolítica por minerais estratégicos entre EUA, China e Rússia.
A Groenlândia emergiu como um ponto focal na geopolítica global devido ao derretimento acelerado de suas geleiras, que facilita o acesso a ricas reservas de minerais estratégicos. Este fenômeno, impulsionado pelas mudanças climáticas, atrai o interesse de potências como Estados Unidos, China e Rússia, que buscam garantir o fornecimento de recursos essenciais para suas indústrias de alta tecnologia e defesa. A ilha é particularmente rica em minerais de terras raras, componentes vitais para turbinas eólicas, baterias de veículos elétricos e equipamentos militares avançados.
A disputa por esses recursos é intensificada pela atual dominância da China no mercado de terras raras, controlando cerca de 60% da produção mundial. A presença crescente de Rússia e China na região do Ártico é vista pelos EUA como uma ameaça à segurança nacional, transformando a Groenlândia em um tabuleiro estratégico. Apesar dos desafios impostos pelo clima extremo e pela falta de infraestrutura, o aquecimento do Ártico torna a exploração mineral economicamente mais viável, sublinhando a importância estratégica da ilha para o futuro tecnológico e militar das grandes potências.