Trabalho escravo: só 4% dos réus recebem penas sobre todos os crimes
28 de janeiro, 2026 às 08:28
Agência Brasil - EBC
Resumo
Um levantamento da UFMG revela que apenas 4% dos réus por trabalho escravo entre 2000 e 2025 foram condenados por todos os crimes atribuídos, destacando a lentidão da justiça e a dificuldade de comprovação do crime no Brasil.
Pontos principais
- Entre 2000 e 2025, 37% dos réus por trabalho escravo foram absolvidos e apenas 4% condenados por todos os crimes.
- A Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG aponta que processos levam em média mais de sete anos para serem concluídos na Justiça Federal.
- O levantamento, divulgado no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, mostra que 19.947 pessoas foram vítimas no período, a maioria homens.
- A dificuldade das vítimas em comprovar o crime, especialmente a restrição de liberdade de locomoção, é um obstáculo nas decisões judiciais.
- O juiz federal Carlos Borlido Haddad critica a aplicação da lei, afirmando que a legislação é "magnífica", mas o Judiciário falha na execução.
- A legislação brasileira classifica como trabalho análogo à escravidão atividades forçadas, em condições degradantes, jornadas exaustivas ou servidão por dívida.
- Denúncias podem ser feitas pelo Sistema Ipê do governo federal ou pelo aplicativo Laudelina, da Themis e Fenatrad.
Tópicos relacionados
Entidades mencionadas
Pessoas
Carlos Borlido Haddad (juiz federal)
Ministro Sálvio de Figueiredo Teixeira
Organizações
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas
Agência Brasil
Jusbrasil
Ministério Público do Trabalho (MPT)
Volkswagen
Ministério da Justiça e Segurança Pública
Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam)
Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conaete)
Comissão Pastoral da Terra (CPT)
Themis - Gênero, Justiça e Direitos Humanos
Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas (Fenatrad)
Lugares
Estados Unidos
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Pará
Maranhão
Brasil
