Santarém: indígenas protestam contra desestatização de hidrovias
21 de fevereiro, 2026 às 18:07
Agência Brasil - EBC
Resumo
Indígenas protestam em Santarém e São Paulo contra a desestatização de hidrovias na Amazônia, ocupando instalações da Cargill e exigindo a revogação do Decreto nº 12.600, enquanto o governo federal suspende a dragagem do Rio Tapajós e promete consulta prévia.
Pontos principais
- Indígenas ocuparam o escritório da Cargill no Porto de Santarém, Pará, em protesto contra a desestatização de hidrovias.
- O protesto é direcionado ao Decreto nº 12.600/2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização.
- Manifestantes também protestaram em São Paulo, em frente ao escritório central da Cargill, bloqueando vias.
- A Cargill classificou as ações como violentas e afirmou que os manifestantes bloqueiam o acesso ao terminal há 30 dias, apesar de ordem judicial de desocupação.
- O Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) justifica a ocupação pela indignação com a não revogação do decreto, que ameaça a qualidade da água, pesca e floresta.
- A Secretaria-Geral da Presidência da República acompanha a mobilização e reitera o compromisso de consultar previamente as comunidades afetadas.
- O governo federal suspendeu a dragagem do Rio Tapajós e se comprometeu a criar um grupo de trabalho interministerial para organizar consultas prévias com os povos indígenas.
Tópicos relacionados
Entidades mencionadas
Pessoas
Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência)
Organizações
Cargill
Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita)
Secretaria-Geral da Presidência da República
Agência Brasil
Ministério de Portos e Aeroportos
Casa Civil
Organização Internacional do Trabalho (OIT)
Lugares
Santarém
Pará
Porto de Santarém
Rio Madeira
Rio Tocantins
Rio Tapajós
São Paulo
Avenida Chucri Zaidan
Vila São Francisco
Mato Grosso
Brasília
