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Santarém: indígenas protestam contra desestatização de hidrovias

Indígenas protestam em Santarém e São Paulo contra a desestatização de hidrovias na Amazônia, ocupando instalações da Cargill e exigindo a revogação do Decreto nº 12.600, enquanto o governo federal suspende a dragagem do Rio Tapajós e promete consulta prévia.

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21/02 às 18:07

Pontos principais

  • Indígenas ocuparam o escritório da Cargill no Porto de Santarém, Pará, em protesto contra a desestatização de hidrovias.
  • O protesto é direcionado ao Decreto nº 12.600/2025, que inclui as hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós no Programa Nacional de Desestatização.
  • Manifestantes também protestaram em São Paulo, em frente ao escritório central da Cargill, bloqueando vias.
  • A Cargill classificou as ações como violentas e afirmou que os manifestantes bloqueiam o acesso ao terminal há 30 dias, apesar de ordem judicial de desocupação.
  • O Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita) justifica a ocupação pela indignação com a não revogação do decreto, que ameaça a qualidade da água, pesca e floresta.
  • A Secretaria-Geral da Presidência da República acompanha a mobilização e reitera o compromisso de consultar previamente as comunidades afetadas.
  • O governo federal suspendeu a dragagem do Rio Tapajós e se comprometeu a criar um grupo de trabalho interministerial para organizar consultas prévias com os povos indígenas.

Mencionado nesta matéria

Pessoas

Guilherme Boulos (ministro da Secretaria-Geral da Presidência)

Organizações

CargillConselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Cita)Secretaria-Geral da Presidência da RepúblicaAgência BrasilMinistério de Portos e AeroportosCasa CivilOrganização Internacional do Trabalho (OIT)

Lugares

SantarémParáPorto de SantarémRio MadeiraRio TocantinsRio TapajósSão PauloAvenida Chucri ZaidanVila São FranciscoMato GrossoBrasília

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