Moraes exclui receitas próprias do MPU de limites do arcabouço fiscal
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu liminar para excluir as receitas próprias do Ministério Público da União dos limites do arcabouço fiscal, seguindo entendimento já aplicado ao Judiciário.
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28/01 às 11:39
Pontos principais
- Alexandre de Moraes concedeu liminar para excluir receitas próprias do MPU do limite de gastos do arcabouço fiscal.
- O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
- A decisão segue um precedente do STF que já havia excluído as receitas próprias de tribunais e outros órgãos do Judiciário.
- Gonet argumentou por paridade de tratamento entre Judiciário e MPU, prevista na Constituição.
- Moraes concordou, afirmando que a situação é "absolutamente análoga" e que a legislação do arcabouço fiscal prevê exceções para receitas próprias aplicadas na finalidade do órgão.
- Os valores das receitas próprias do MPU devem ser usados para custear suas despesas, dentro dos limites orçamentários.
- A exclusão abrange recursos de exercícios anteriores, do presente e futuros, provenientes de aluguéis, multas, juros, indenizações e taxas de inscrição.
Mencionado nesta matéria
Pessoas
Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal)Paulo Gonet (procurador-geral da República)
Organizações
Supremo Tribunal Federal (STF)Ministério Público da União (MPU)Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB)
