Inflação acelera na Argentina em meio a crise no órgão de estatísticas sob Milei
10 de fevereiro, 2026 às 16:36
InfoMoney
Resumo
A inflação na Argentina acelerou pelo quinto mês consecutivo em janeiro, em meio a uma crise no órgão de estatísticas após a renúncia de seu chefe por desentendimento com o presidente Javier Milei sobre a metodologia de cálculo.
Pontos principais
- A inflação na Argentina subiu 2,9% em janeiro em relação a dezembro, superando as expectativas de analistas.
- A taxa de inflação anual atingiu 32,4%, impulsionada por alimentos, restaurantes, hotéis e serviços públicos.
- O ex-chefe do INDEC, Marco Lavagna, renunciou após um desentendimento com Milei sobre o adiamento da implementação de uma nova metodologia de cálculo da inflação.
- A metodologia atual do índice de inflação da Argentina é considerada defasada, não sendo alterada há duas décadas.
- Autoridades do FMI estão em Buenos Aires para revisar o programa de US$ 20 bilhões e discutirão a adoção da nova metodologia.
- O ministro da Economia, Luis Caputo, minimizou a saída de Lavagna, afirmando que a discordância foi sobre o momento de implementar a nova cesta de bens.
- Milei enfrenta desafios para avançar com sua agenda de austeridade e conter a inflação, com planos de elevar contas de luz e gás em fevereiro, e riscos de novas pressões de alta em março.
Tópicos relacionados
Entidades mencionadas
Pessoas
Javier Milei (presidente da Argentina)
Marco Lavagna (ex-chefe do INDEC)
Luis Caputo (ministro da Economia)
Organizações
INDEC (agência nacional de estatísticas da Argentina)
Bloomberg
Fundo Monetário Internacional (FMI)
Lugares
Argentina
Buenos Aires
