Defesa alega ‘doenças crônicas múltiplas’ e insiste em prisão domiciliar a Bolsonaro
11 de fevereiro, 2026 às 17:46
InfoMoney
Resumo
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro reiterou ao ministro Alexandre de Moraes o pedido de prisão domiciliar em caráter humanitário, alegando múltiplas doenças crônicas e a precariedade da estrutura prisional para seu tratamento.
Pontos principais
- A defesa de Jair Bolsonaro solicitou novamente a prisão domiciliar ao ministro Alexandre de Moraes, citando "doenças crônicas múltiplas" e sequelas cirúrgicas.
- Bolsonaro está preso desde 15 de janeiro no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.
- Os advogados listam condições como internações sucessivas, múltiplas cirurgias abdominais, pneumonia aspirativa, apneia do sono grave, hipertensão e aterosclerose.
- A petição argumenta que a manutenção no regime fechado pode ter "consequências graves ou irreversíveis" e que o quadro clínico exige acompanhamento contínuo de terceiros.
- Um parecer médico da Polícia Federal concluiu que a saúde de Bolsonaro requer acompanhamento, mas não impede a permanência na prisão.
- A defesa critica a estrutura da Papudinha, que não possui ambulatório médico próprio e depende de uma UTI móvel e médico exclusivo 24 horas.
- Foram anexadas 170 páginas de exames médicos, indicando déficit de equilíbrio e risco de quedas, que seriam agravados pelo ambiente carcerário.
Tópicos relacionados
Entidades mencionadas
Pessoas
Jair Bolsonaro (ex-presidente)
Alexandre de Moraes (ministro do Supremo Tribunal Federal)
Celso Sanchez Vilardi (advogado)
Paulo Amador da Cunha Bueno (advogado)
Daniel Bettamio Tesser (advogado)
Organizações
Supremo Tribunal Federal
Polícia Militar do Distrito Federal
Polícia Federal
SAMU
Lugares
Distrito Federal
Papudinha (19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal)
