Wilson Witzel foi eleito governador do Rio de Janeiro em 2018, em uma eleição considerada surpreendente, obtendo quase 60% dos votos válidos. Na época, ele era filiado ao Partido Social Cristão (PSC) e era aliado do então presidente Jair Bolsonaro. Durante seu mandato, Witzel foi acusado de corrupção na área da Saúde, especialmente em relação à gestão da pandemia de COVID-19. Em abril de 2021, ele foi afastado do cargo e teve seu impeachment confirmado por dez votos a zero, perdendo definitivamente o mandato. O Tribunal Especial Misto determinou sua inelegibilidade por cinco anos, proibindo-o de exercer cargos públicos nesse período. O então governador interino, Cláudio Castro, foi efetivado no cargo. Após a cassação, Witzel declarou ter sido alvo de um "linchamento público" e afirmou que seu afastamento ocorreu sem condenação definitiva e sem direito de defesa. Em 2024, Witzel anunciou sua intenção de retornar à vida pública, buscando uma nova candidatura ao governo do Rio de Janeiro em 2026, prometendo filiar-se a um partido de centro-direita até abril do mesmo ano. Ele expressou que volta "mais experiente e cauteloso", com uma compreensão mais profunda do funcionamento do poder. Em julho de 2024, a Justiça do Rio determinou a penhora das contas de Witzel devido a uma multa não paga. O ex-governador alega que o cenário político para 2026 está "muito aberto" e critica o atual prefeito do Rio, Eduardo Paes, que lidera as pesquisas, comparando a situação à sua vitória em 2018, quando também contrariou as sondagens eleitorais.