Visão geral
Wellington César Lima e Silva é um advogado brasileiro com uma trajetória consolidada no Ministério Público e em cargos governamentais. Ele atuou como procurador-geral de Justiça da Bahia e foi nomeado Ministro da Justiça e Segurança Pública pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro de 2026, com a missão específica de focar na segurança pública, considerada um ponto fraco do governo federal em ano eleitoral. Em seu primeiro pronunciamento como ministro, ele declarou que o combate ao crime organizado será elevado a uma "ação de Estado", envolvendo outros segmentos como o Ministério Público e o Judiciário para uma atuação conjunta e articulada. Anteriormente, já havia ocupado o cargo de Ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff e foi secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República. É conhecido por sua atuação no combate ao crime organizado e por sua experiência acadêmica em Direito Penal e Criminologia. Atualmente, ocupa o cargo de advogado-geral da Petrobras.
Contexto histórico e desenvolvimento
Wellington César Lima e Silva construiu uma carreira notável no Ministério Público, onde chegou a ser procurador-geral de Justiça da Bahia, indicado pelo ex-governador Jaques Wagner, e procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos. Durante sua gestão na Bahia, teve forte atuação no combate ao crime organizado. Sua experiência e perfil o levaram a ser considerado e, posteriormente, nomeado para o cargo de Ministro da Justiça em diferentes ocasiões. Ele já havia sido Ministro da Justiça no governo Dilma Rousseff por onze dias e atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República entre 2023 e 2025. Após esse período, assumiu a advocacia-geral da Petrobras, cargo que ocupa atualmente. Em 13 de janeiro de 2026, foi anunciado pelo presidente Lula como o novo Ministro da Justiça e Segurança Pública, sucedendo Ricardo Lewandowski, que havia deixado a pasta na semana anterior. Lula descartou, neste momento, a divisão do ministério em Justiça e Segurança Pública, medida que existiu durante o governo Michel Temer. Espera-se que ele imprima uma "pegada forte" na área da segurança pública, sendo sua principal missão focar neste tema, que é um ponto fraco do governo em ano eleitoral. Em seu primeiro pronunciamento como ministro, em 15 de janeiro de 2026, Wellington César Lima e Silva enfatizou que o combate ao crime organizado será uma "ação de Estado", buscando a integração de diversos órgãos e poderes, como o Ministério Público e o Judiciário, além do Executivo. Ele ressaltou que ações isoladas da Polícia Federal e da Receita Federal não são suficientes para gerar resultados concretos sem a colaboração de outros poderes. A estratégia visa atingir o poder econômico do crime, com foco na descapitalização do crime organizado, utilizando inteligência e planejamento para resultados efetivos e duradouros. A escolha de seu nome não foi a preferida do PT, que defendia um político com maior peso para o embate político na área da segurança pública, mas o partido e o grupo Prerrogativas, de advogados aliados de Lula, prometeram apoio ao novo ministro para que ele ocupe o espaço político no debate sobre o enfrentamento ao crime organizado. Wellington César conta com o apoio do ministro da Casa Civil, Rui Costa, e do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), ambos baianos como ele. Além de sua atuação prática, Wellington César possui Mestrado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Cândido Mendes (RJ) e integralizou os créditos do Doutorado em Direito Penal e Criminologia pela Universidade Pablo de Olavide (Sevilha/Espanha), tendo atuado como professor de Direito Penal em cursos de Graduação e Pós-Graduação.
Linha do tempo
- Data não especificada: Nomeado anteriormente para o Ministério da Justiça (governo Dilma Rousseff), mas optou por permanecer no Ministério Público.
- 2023 - 2025: Atuou como secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República.
- 2025: Assumiu a advocacia-geral da Petrobras.
- 13 de janeiro de 2026: Anunciado pelo presidente Lula como o novo Ministro da Justiça e Segurança Pública, com a missão de focar na segurança pública.
- 14 de janeiro de 2026: Esteve em Brasília para compromissos pela Petrobras, em meio a especulações sobre sua nomeação.
- 15 de janeiro de 2026: Realizou seu primeiro pronunciamento como Ministro da Justiça e Segurança Pública, declarando que o combate ao crime organizado será uma "ação de Estado". Participou de uma reunião com o presidente Lula, o ministro do STF Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República Paulo Gonet para discutir o tema. A cerimônia de posse ocorreu de forma reservada nesta mesma tarde.
Principais atores
- Wellington César Lima e Silva: Advogado, ex-procurador-geral de Justiça da Bahia, ex-Ministro da Justiça (governo Dilma Rousseff), ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Presidência da República, advogado-geral da Petrobras e atual Ministro da Justiça e Segurança Pública, com a missão de focar na segurança pública e combater o crime organizado como uma "ação de Estado".
- Luiz Inácio Lula da Silva: Presidente da República que nomeou Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça e Segurança Pública, descartou a divisão da pasta e lhe deu a missão de focar na segurança pública. Participou de reunião com o novo ministro para discutir o combate ao crime organizado.
- Ricardo Lewandowski: Ministro aposentado do STF, sucedido por Wellington César Lima e Silva no Ministério da Justiça e Segurança Pública, tendo deixado a pasta na semana anterior à nomeação de seu sucessor. Esteve presente na cerimônia de posse do novo ministro.
- Manoel Almeida: Secretário-executivo do Ministério da Justiça, que atuou como ministro interino após a saída de Ricardo Lewandowski.
- Dilma Rousseff: Ex-presidente do Brasil, em cujo governo Wellington César Lima e Silva já atuou como Ministro da Justiça.
- Jaques Wagner: Ex-governador da Bahia que indicou Wellington César Lima e Silva como procurador-geral da Justiça e atual líder do governo no Senado, apoiador do novo ministro.
- Rui Costa: Ministro da Casa Civil, apoiador de Wellington César Lima e Silva.
- Alexandre de Moraes: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que participou da reunião com o presidente Lula e Wellington César Lima e Silva em 15 de janeiro de 2026 para discutir o combate ao crime organizado.
- Paulo Gonet: Procurador-geral da República, que participou da reunião com o presidente Lula e Wellington César Lima e Silva em 15 de janeiro de 2026 para discutir o combate ao crime organizado.
- Andrei Rodrigues: Diretor-geral da Polícia Federal, que participou da reunião com o presidente Lula e Wellington César Lima e Silva em 15 de janeiro de 2026, avaliando que ações de cooperação podem ampliar a descapitalização do crime organizado.
- Petrobras: Empresa para a qual Wellington César Lima e Silva atua como advogado-geral.
- Ministério da Justiça e Segurança Pública: Pasta para a qual Wellington César Lima e Silva foi nomeado, e que o presidente Lula decidiu manter unificada, com foco na segurança pública e no combate ao crime organizado.
- Ministério Público: Instituição onde Wellington César Lima e Silva construiu parte de sua carreira e que será envolvida na "ação de Estado" contra o crime organizado.
Termos importantes
- Procurador-geral de Justiça: Chefe do Ministério Público de um estado, responsável por dirigir a instituição e zelar pela aplicação da lei.
- Ministério da Justiça e Segurança Pública: Órgão do governo federal brasileiro responsável por formular e executar políticas públicas relacionadas à justiça, segurança pública, direitos humanos, entre outras áreas. O presidente Lula decidiu manter a pasta unificada, descartando a recriação do Ministério da Segurança Pública, e deu ao novo ministro a missão de focar na segurança pública e no combate ao crime organizado como uma "ação de Estado".
- Ministério Público: Instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbida da defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis. Será um dos segmentos envolvidos na "ação de Estado" contra o crime organizado.
- Ação de Estado: Termo utilizado pelo Ministro Wellington César Lima e Silva para descrever a abordagem integrada e conjunta de diversos órgãos e poderes (Executivo, Judiciário, Ministério Público) no combate ao crime organizado, visando atingir o poder econômico e promover a descapitalização das organizações criminosas.
- Descapitalização do crime organizado: Estratégia de combate ao crime que foca em atingir o poder econômico das organizações criminosas, por meio de inteligência e planejamento, para produzir efeitos reais e duradouros no enfrentamento ao crime.