Walter Delgatti Neto esteve envolvido em diversas ações de invasão de sistemas. Antes de sua condenação mais recente, ele já havia sido condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por hackear autoridades públicas ligadas à Operação Lava Jato, caso investigado na Operação Spoofing. Nesse processo, ele responde em liberdade, aguardando recursos na segunda instância da Justiça Federal em Brasília.
Mais recentemente, Delgatti foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 8 anos e 3 meses de prisão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro de 2023. A acusação da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que o objetivo da invasão era descredibilizar o Judiciário e reforçar questionamentos sobre as eleições de 2022. Durante essa invasão, Delgatti inseriu documentos falsos, incluindo uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes, supostamente "assinada" por ele mesmo. A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi condenada nesse caso, acusada de ser a mentora do crime, a 10 anos de prisão e à perda do mandato. Após o esgotamento dos recursos no STF, a prisão de Delgatti deixou de ser preventiva e ele passou a cumprir pena em regime fechado. Ele havia chegado à Penitenciária II 'Dr. José Augusto Salgado' (conhecida como 'presídio dos famosos') em Tremembé em fevereiro de 2025. Em dezembro de 2025, ainda no regime fechado, ele foi transferido para a Penitenciária II de Potim, ambas no Vale do Paraíba. Em 12 de janeiro de 2026, o ministro Alexandre de Moraes autorizou que Delgatti passasse a cumprir o restante de sua pena em regime semiaberto. Em 14 de janeiro de 2026, Delgatti foi transferido novamente para a Penitenciária II de Tremembé para cumprir o regime semiaberto.