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Vírus Nipah
Adicionado evento de 30/01/2026 sobre a avaliação do Ministério da Saúde do Brasil e da OMS quanto ao baixo risco pandêmico do vírus Nipah, e detalhes sobre os protocolos de vigilância brasileiros. Incluída a data do último caso confirmado na Índia (13/01/2026) e informações sobre o monitoramento de contatos.
O vírus Nipah (NiV) é um agente infeccioso zoonótico que circula principalmente entre morcegos frugívoros do gênero Pteropus. Ele pode ser transmitido a outros animais e a humanos, seja por meio de alimentos contaminados ou, em menor grau, por contato direto entre pessoas. A infecção por Nipah pode se manifestar de diversas formas, desde doenças respiratórias até encefalites fatais, com uma taxa de letalidade que varia entre 40% e 75% dos casos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) o considera uma das doenças prioritárias para pesquisa e desenvolvimento, embora não existam medicamentos ou vacinas específicas para seu tratamento, que atualmente se baseia em cuidados intensivos de suporte. O Ministério da Saúde do Brasil, alinhado à OMS, avalia que o vírus Nipah possui baixo potencial pandêmico e não representa uma ameaça para o país, devido principalmente à ausência da espécie de morcego hospedeiro no continente americano.
O vírus Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999, durante um surto que afetou fazendeiros de porcos na Malásia. Desde então, a doença tem causado surtos localizados em países como Bangladesh, Índia, Malásia, Filipinas e Singapura. O reservatório natural do vírus são morcegos frugívoros, amplamente distribuídos na Ásia e no Pacífico Sul. A transmissão para humanos ocorre frequentemente pela ingestão de frutas ou produtos de frutas contaminados com saliva ou urina desses morcegos. Em Bangladesh, por exemplo, o consumo de seiva in natura de tamareira, que pode estar contaminada, é uma fonte comum de infecção, especialmente entre dezembro e abril, quando a seiva é mais doce. A transmissão entre humanos é possível, mas requer contato íntimo com secreções de pessoas infectadas, o que resulta em uma baixa taxa de disseminação interpessoal. Embora o risco de uma pandemia generalizada seja considerado baixo devido ao seu mecanismo de transmissão e à distribuição geográfica restrita dos morcegos hospedeiros (que não vivem nas Américas ou Europa), o vírus representa uma ameaça significativa em regiões endêmicas e exige vigilância constante.