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Super Bowl
Adicionado evento de 08/02/2026 sobre as críticas de Donald Trump à performance de Bad Bunny no Super Bowl LX, e uma nova seção sobre as repercussões políticas e eleitorais de seus comentários, incluindo a diminuição do apoio latino e a reação de líderes hispânicos republicanos.
O Super Bowl é a final do campeonato da National Football League (NFL), a principal liga de futebol americano dos Estados Unidos. Além de ser um evento esportivo de grande magnitude, o Super Bowl é conhecido por seus espetáculos de entretenimento, incluindo shows musicais no intervalo e na cerimônia de abertura, que frequentemente geram repercussão cultural e política.
O Super Bowl é um dos eventos esportivos mais assistidos globalmente, atraindo milhões de espectadores anualmente. A escolha dos artistas para as apresentações musicais é um ponto de grande interesse e, por vezes, controvérsia. Em 2026, a seleção de Bad Bunny para o show do intervalo e Green Day para a cerimônia de abertura do Super Bowl LX, agendado para 8 de fevereiro no Levi’s Stadium, em Santa Clara, Califórnia, gerou críticas significativas por parte de figuras políticas nos Estados Unidos. O então presidente Donald Trump expressou sua desaprovação, classificando a curadoria musical como inadequada e afirmando que os artistas “semeiam ódio”. A presença de Bad Bunny, um artista porto-riquenho, e sua fala em espanhol no programa Saturday Night Live, provocaram a reação da deputada Marjorie Taylor Greene, que propôs tornar o inglês a única língua oficial dos EUA. O Green Day, por sua vez, tem um histórico de críticas a governos republicanos, notadamente com o álbum American Idiot (2004), que atacava o presidente George W. Bush, e mais recentemente, o vocalista Billie Joe Armstrong, que continuou a criticar Donald Trump.
As críticas do presidente Donald Trump à performance de Bad Bunny no Super Bowl LX, especialmente o uso do espanhol e a caracterização da apresentação como uma "afronta à grandeza dos Estados Unidos" e um "tapa na cara" do país, geraram preocupações significativas entre estrategistas, políticos e líderes empresariais hispânicos republicanos. Eles alertam que tais comentários podem corroer ainda mais o apoio de Trump entre os eleitores latinos, um grupo demográfico crucial para sua reeleição em 2024 e para as eleições legislativas de novembro de 2026.
Embora o apoio hispânico tenha sido fundamental para Trump em 2024, com 48% dos votos latinos (um aumento em relação a 2020), pesquisas do Pew Research Center realizadas em novembro de 2025 indicaram uma queda de 12 pontos percentuais no apoio a Trump entre os eleitores latinos que o haviam apoiado. A aprovação de seu trabalho entre esses eleitores caiu de 93% em janeiro de 2025 para 81% dez meses depois. Líderes como Javier Palomarez, presidente do Conselho Empresarial Hispânico dos EUA, e Ramiro Cavazos, presidente da Câmara de Comércio Hispânica dos Estados Unidos, expressaram desilusão, citando a falta de redução de preços e o impacto negativo dos comentários de Trump sobre Bad Bunny. A taxa de membros da organização de Palomarez que consideravam Trump o melhor candidato para a economia caiu de 70% para 40%.
Alguns aliados latinos de Trump, como Vianca Rodriguez, ex-funcionária do governo Trump, consideraram os ataques à celebração da cultura latina um erro político, alertando que "isso vai nos causar mais danos do que benefícios" e que "essa não deveria ter sido uma batalha cultural". Mike Madrid, estrategista republicano, expressou perplexidade com a estratégia de Trump de alienar um eleitorado crítico. Em resposta a essas preocupações, há planos para Trump viajar para distritos com grande população latina e áreas de fronteira, buscando reconquistar o eleitorado. Republicanos também são aconselhados a utilizar porta-vozes em espanhol para abordar questões como imigração e buscar agressivamente o voto latino.