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Steve Bannon
Adicionado: Informações sobre o envolvimento de Steve Bannon com a política brasileira, incluindo sua relação com a família Bolsonaro e suas críticas ao STF e ao ministro Alexandre de Moraes. Também foram incluídas atualizações sobre sua condenação por desacato ao Congresso e sua entrada na prisão em julho de 2024, além de sua declaração sobre mobilizar o 'exército Maga' da prisão.
Stephen Kevin Bannon (nascido em 27 de novembro de 1953), mais conhecido como Steve Bannon, é um executivo de mídia, estrategista político e ex-conselheiro sênior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele é uma figura proeminente na política de direita e no movimento alt-right nos EUA, conhecido por seu papel na campanha presidencial de Trump em 2016 e por sua atuação como editor-executivo do site de notícias Breitbart News. Bannon tem sido uma figura controversa, enfrentando acusações criminais e condenações relacionadas a desacato ao Congresso e fraude. Ele é considerado um dos líderes do movimento Make America Great Again (MAGA), lema de Donald Trump e seus aliados.
No Brasil, Bannon tem sido apontado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como um dos principais articuladores que pressionam os Estados Unidos a aplicar sanções contra ministros da corte, incluindo Alexandre de Moraes. Ele também é visto como uma figura-chave para que o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro tivesse voz nos Estados Unidos e conseguisse articular com congressistas americanos. Bannon já defendeu publicamente que Eduardo Bolsonaro poderia ser presidente do Brasil no futuro e, em comentários durante uma entrevista com o deputado e o comentarista Paulo Figueiredo, declarou que considera o ministro Alexandre de Moraes "uma das piores figuras do cenário mundial atualmente", comparando-o a um "vilão do Batman".
Nascido em Norfolk, Virgínia, Bannon serviu na Marinha dos Estados Unidos de 1976 a 1983, alcançando o posto de tenente. Após sua carreira militar, obteve um MBA pela Harvard Business School. Ele trabalhou como banqueiro de investimentos no Goldman Sachs e, posteriormente, se envolveu na produção de filmes e no financiamento de entretenimento. Sua transição para a mídia e política ganhou destaque quando se tornou presidente-executivo do Breitbart News em 2012, transformando-o em uma plataforma influente para a direita alternativa.
Em agosto de 2016, Bannon foi nomeado CEO da campanha presidencial de Donald Trump, desempenhando um papel crucial na estratégia que levou à vitória de Trump. Após a eleição, ele foi nomeado Estrategista Chefe da Casa Branca e Conselheiro Sênior do Presidente, cargos que ocupou de janeiro a agosto de 2017. Durante seu tempo na Casa Branca, Bannon foi uma figura influente, mas também gerou controvérsias, sendo removido do Conselho de Segurança Nacional em abril de 2017 e deixando o governo em agosto do mesmo ano.
Desde sua saída da Casa Branca, Bannon continuou ativo na política, promovendo ideologias nacionalistas e populistas. Ele enfrentou vários problemas legais, incluindo acusações de fraude relacionadas a um esquema de arrecadação de fundos online e uma condenação por desacato ao Congresso por se recusar a testemunhar perante o comitê que investigava o ataque ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021. Em julho de 2024, Bannon foi preso para cumprir uma pena de quatro meses por desacato ao Congresso. Ele afirmou que não temia ir para a prisão e que mobilizaria um "exército Maga" de dentro ou fora dela para garantir a vitória de Trump na campanha de 2024.