Síndrome de Havana
Adicionado: Informações sobre a aquisição de um dispositivo pelo Pentágono que pode estar ligado à Síndrome de Havana, detalhes sobre o dispositivo (ondas de rádio pulsadas, componentes russos, portabilidade), e a inclusão da Rússia como um ator suspeito. Também foi adicionado o relatório da Academia Americana de Ciências de 2019 e a ocorrência de casos em Viena em 2021, com atualização da linha do tempo.
A Síndrome de Havana é um conjunto de sintomas neurológicos e sensoriais inexplicáveis, incluindo dores de cabeça, tontura, náuseas e dificuldades cognitivas, que foram inicialmente relatados por diplomatas e agentes de inteligência dos Estados Unidos e Canadá em Havana, Cuba, a partir de 2016. Embora a causa exata permaneça desconhecida, investigações têm explorado a possibilidade de ataques direcionados usando energia pulsada, como micro-ondas. Um relatório de 2019 da Academia Americana de Ciências, após investigação encomendada pelo Departamento de Estado dos EUA, concluiu que a "energia de radiofrequência direta e pulsada" (um tipo de radiação que inclui micro-ondas) é a explicação mais plausível para a doença, embora outras causas não possam ser completamente descartadas. A conclusão oficial, no entanto, é que "nenhuma hipótese pode ser descartada".
A Síndrome de Havana ganhou destaque em 2016, quando funcionários do governo dos EUA e Canadá em Cuba começaram a relatar uma série de sintomas incomuns. Desde então, casos semelhantes foram relatados por diplomatas e espiões norte-americanos em várias partes do mundo. Em 2021, mais de 20 funcionários relataram sintomas semelhantes na capital austríaca, Viena, desde que o presidente Joe Biden assumiu o cargo em janeiro daquele ano. Em 2026, um incidente na Noruega trouxe novas discussões sobre a síndrome. Um cientista do governo norueguês, durante um experimento com um dispositivo emissor de micro-ondas, desenvolveu sintomas neurológicos análogos aos da Síndrome de Havana. A Noruega informou a CIA sobre o ocorrido, o que levou a visitas de autoridades do Pentágono e da Casa Branca. Embora os resultados do teste não tenham provado que diplomatas foram alvos de adversários estrangeiros, eles demonstraram que dispositivos de energia pulsada podem afetar a biologia humana.
Em uma operação secreta, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos adquiriu um dispositivo que alguns investigadores acreditam poder estar na origem dos problemas de saúde misteriosos. Uma divisão do Departamento de Segurança Interna, a Homeland Security Investigations (HSI), comprou o equipamento por um valor entre 10 e 99 milhões de dólares nos últimos dias da administração Biden, utilizando financiamento do Departamento de Defesa. O dispositivo produz ondas de rádio pulsadas, e embora não seja inteiramente de origem russa, contém componentes russos. Ele é portátil, podendo caber em uma mochila, o que aborda uma das questões centrais sobre como um dispositivo potente o suficiente para causar os danos relatados poderia ser transportado.