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Sanae Takaichi
Adicionado evento de 18/02/2026 sobre as declarações de Sanae Takaichi após sua reeleição, incluindo a formação do "gabinete 2.0", planos fiscais e de segurança, e a negação de concentração de poder.
Sanae Takaichi é a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão. Em janeiro de 2026, ela planejou dissolver o parlamento e convocar eleições gerais antecipadas, buscando um novo mandato para seu governo e para a nova coalizão formada pelo Partido Liberal Democrático (PLD) com o Partido da Inovação do Japão (Ishin). Sua gestão também se caracteriza por planos de aumento de gastos governamentais para reativar a economia e elevar investimentos em defesa, além de enfrentar tensões diplomáticas com a China. Após as eleições antecipadas de 8 de fevereiro de 2026, a coalizão liderada por Takaichi assegurou uma maioria qualificada na Câmara dos Representantes, reforçando sua posição no governo. Reeleita, Takaichi formou o que chamou de "gabinete 2.0", mantendo todos os ministros anteriores e prometendo acelerar a agenda fiscal e de segurança, incluindo a aprovação rápida do orçamento de 2026, reformas fiscais e uma reforma estrutural na elaboração do Orçamento com planos plurianuais.
Sanae Takaichi assumiu o cargo de primeira-ministra do Japão em outubro. Desde então, seu governo registrou um aumento no apoio popular. No ano anterior, ela rompeu laços com o Komeito, seu antigo parceiro liberal, e formou uma nova coalizão com o Partido da Inovação do Japão (Ishin), de direita. A decisão de convocar eleições antecipadas, possivelmente para 8 de fevereiro de 2026, visava legitimar essa nova coalizão e obter o aval público para as políticas propostas, incluindo o aumento dos gastos governamentais para reativar o crescimento econômico e expandir os investimentos em defesa, conforme uma estratégia de segurança nacional revisada. A notícia da possível eleição antecipada gerou preocupações nos mercados financeiros, resultando em vendas de ienes e títulos do governo japonês, devido à preocupação com o financiamento dos planos de expansão fiscal em uma das economias avançadas mais endividadas do mundo. Além disso, a gestão de Takaichi enfrentou a pior disputa diplomática com a China em mais de uma década, desencadeada por suas declarações sobre Taiwan. As eleições antecipadas de 8 de fevereiro de 2026 resultaram em uma vitória significativa para a coalizão de Takaichi, que obteve uma maioria qualificada na Câmara dos Representantes, superando a marca de dois terços das cadeiras do Parlamento. Projeções indicaram que o PLD, em aliança com o Nippon Ishin no Kai, alcançaria cerca de 328 das 465 vagas da Câmara, consolidando uma ampla vantagem sobre a oposição e reforçando a base de apoio do governo no Legislativo. O governo dos Estados Unidos, incluindo o presidente Donald Trump, manifestou apoio explícito à primeira-ministra, classificando-a como uma aliada estratégica na região do Indo-Pacífico.
Após sua reeleição em 8 de fevereiro de 2026, Takaichi afirmou em 18 de fevereiro que não pretende usar a supermaioria de dois terços do PLD na Câmara Baixa para concentrar poder. Ela prometeu acelerar a agenda fiscal e de segurança de seu segundo gabinete, que ela chamou de "gabinete 2.0", mantendo todos os ministros anteriores. O foco imediato inclui a aprovação de leis orçamentárias e reformas de impostos, visando a rápida aprovação do orçamento do ano fiscal de 2026. No campo fiscal, Takaichi anunciou uma reforma estrutural na elaboração do Orçamento, com orçamentos plurianuais para impulsionar investimento e pesquisa, um processo que levará aproximadamente dois anos. Na área de defesa, ela reforçou o compromisso de fortalecer as capacidades e políticas de segurança nacional do Japão, planejando submeter projetos para criar uma agência nacional de inteligência e endurecer a triagem de investimentos estrangeiros.