Reza Pahlavi nasceu em 31 de outubro de 1960, filho de Mohammad Reza Pahlavi, que governava o Irã como um xá (rei) com apoio ocidental. Em 1967, foi nomeado legítimo herdeiro do trono. Sua formação militar começou como cadete da Força Aérea Imperial Iraniana, e em 1978, mudou-se para o Texas, EUA, para treinamento de piloto. Seu pai, Mohammad Reza Pahlavi, promoveu uma modernização e crescimento econômico no país, mas seu regime autoritário, marcado pela atuação do serviço secreto Savak e pela desigualdade de renda, gerou forte oposição. O aiatolá Ruhollah Khomeini emergiu como a principal figura de oposição, sendo exilado em 1964. Em 1978, protestos contra o xá foram brutalmente reprimidos, culminando na "Sexta-Feira Negra". Em janeiro de 1979, Mohammad Reza Pahlavi deixou o país, e em fevereiro, Khomeini retornou, instaurando a República Islâmica do Irã.
Reza Pahlavi acompanhou a queda da monarquia no exílio, juntando-se ao pai. Após a morte de Mohammad Reza Pahlavi em 1980, Reza Pahlavi se declarou "Reza Xá II" em seu aniversário de 20 anos. Ele viveu no Egito e Marrocos antes de se mudar para Maryland, EUA. Pahlavi defende uma democracia parlamentar secular para o Irã, onde o povo decida a forma final do Estado, embora seja ambíguo sobre sua própria ascensão ao poder. A dinastia Pahlavi, iniciada em 1925 por Reza Khan (Reza Xá Pahlavi), teve um período relativamente curto. Reza Khan foi apoiado pelo Reino Unido para derrubar a dinastia Qajar e foi coroado em 1925. Seu reinado terminou abruptamente em 1941, quando britânicos e soviéticos invadiram o Irã durante a Segunda Guerra Mundial, forçando-o a abdicar em favor de seu filho, Mohammad Reza Pahlavi. Um momento crítico da dinastia foi o golpe de 1953, quando Mohammad Reza Pahlavi, com apoio dos EUA e Reino Unido (Operação Ajax), derrubou o primeiro-ministro eleito Mohammad Mossadegh, que havia nacionalizado o petróleo iraniano. Esse evento é visto como um ponto de inflexão para o autoritarismo do regime dos xás.