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Renee Nicole Good
Adicionado evento de 23/01/2026 sobre a paralisação estadual em Minnesota, detalhes sobre o protesto e a indignação pública, incluindo o incidente da criança de 5 anos.
Renee Nicole Good foi uma cidadã americana de 37 anos, mãe de três filhos, poeta premiada e guitarrista amadora, residente em Minneapolis, Minnesota, que faleceu em 7 de janeiro de 2026, após ser baleada à queima-roupa pelo agente Jonathan Ross, do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), durante uma operação. Sua morte gerou ampla controvérsia, protestos em Minneapolis, Saint Paul e cerca de dez outras cidades nos EUA, com autoridades locais contestando a versão oficial do governo federal sobre o incidente. Milhares de pessoas participaram de protestos em Minneapolis, e manifestações também ocorreram em Austin, Seattle, Nova York e Los Angeles. As autoridades municipais de Minneapolis registraram 30 prisões durante os protestos do fim de semana e um policial ficou ferido após um "pedaço de gelo ter sido atirado contra eles". Em 23 de janeiro de 2026, dezenas de empresas em todo o estado de Minnesota fecharam as portas em um protesto coordenado por líderes religiosos e sindicatos contra a política de imigração do governo Trump e a presença do ICE no estado.
O incidente ocorreu em meio a uma ofensiva migratória em larga escala iniciada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em Minneapolis e St. Paul em 6 de janeiro de 2026, envolvendo cerca de 2.000 agentes. Esta operação estava parcialmente ligada a investigações de supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali. A morte de Renee Nicole Good é, segundo autoridades, a quinta registrada em ações do ICE em diferentes estados desde 2024, marcando uma escalada nas operações de imigração do governo Trump. Cerca de 3.000 agentes federais de segurança pública permanecem em Minnesota, no que o Departamento de Segurança Interna descreveu como a maior operação de imigração de sua história. O presidente Donald Trump chamou os imigrantes somalis de "lixo" e defendeu sua remoção do país, o que gerou forte reação e protestos em Minnesota.
Em 7 de janeiro de 2026, durante uma operação em um bairro residencial de Minneapolis, o agente do ICE Jonathan Ross disparou três tiros à curta distância contra Renee Nicole Good, que estava dentro de seu carro acompanhada de sua esposa. Após ser baleada, ela perdeu o controle do veículo, que colidiu com um poste. O DHS afirmou que o agente agiu em legítima defesa, alegando que Good tentou avançar com o carro contra os oficiais enquanto tentavam retirar um veículo preso na neve. A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou a ação de Good como "terrorismo doméstico", afirmando que "esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico". O presidente Donald Trump declarou em uma rede social que Good agiu de forma violenta e que o agente do ICE ficou ferido.
Em 8 de janeiro de 2026, o vice-presidente J.D. Vance defendeu que a investigação permaneça na esfera federal, afirmou que o agente possui "imunidade absoluta" e descreveu os agentes do ICE como "americanos patriotas".
Novas evidências surgiram em 9 de janeiro de 2026, quando um vídeo gravado pelo próprio agente Jonathan Ross foi divulgado. As imagens mostram Renee tentando acalmar o agente antes dos disparos, dizendo: "Está tudo bem, cara. Eu não estou brava com você!". A esposa de Renee, também presente no veículo, questiona o agente por estar com o rosto coberto e afirma que são cidadãs americanas. O vídeo registra o momento em que um segundo agente ordena que Renee desça do carro por três vezes. A esposa então diz: "Dirige, amor. Dirige, dirige". Renee acelera para desviar dos agentes e é baleada em seguida. O governo sustenta que o vídeo corrobora a tese de que ela avançou contra o oficial, enquanto as imagens mostram o celular balançando bruscamente no momento dos disparos. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, contestou a versão do governo, afirmando que Good estava tentando sair do local e não atacar um agente.
O senador estadual Omar Fateh relatou, com base em testemunhas, que agentes federais impediram um médico de socorrer e reanimar Good logo após o incidente. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, criticaram veementemente a atuação federal. Frey acusou o governo de tentar "distorcer os fatos", criticou os agentes por causarem "caos na cidade" e exigiu a saída imediata do ICE do estado. Walz responsabilizou o governo Trump pela morte, descrevendo sua forma de governar como um "reality show" que custou uma vida.
O FBI está investigando o incidente. Em 9 de janeiro de 2026, autoridades de Minnesota anunciaram que abririam um inquérito próprio sobre o incidente, após terem sido excluídas da investigação federal, que inicialmente prometeu uma investigação conjunta, mas depois mudou de ideia.
Em 10 de janeiro de 2026, três congressistas democratas de Minnesota, Ilhan Omar, Kelly Morrison e Angie Craig, tentaram visitar uma instalação do ICE em Minneapolis para supervisionar as operações, mas foram impedidas de entrar, denunciando obstrução e violação da lei federal.
Além da morte de Renee Good, outro incidente que gerou grande indignação foi o uso de uma criança de 5 anos como "isca" pelos agentes do ICE para entrar em uma casa e prender familiares. A criança foi instruída a bater na porta dos fundos após ver seu pai ser detido na entrada da garagem.
Em 23 de janeiro de 2026, em um ato de protesto coordenado por líderes religiosos e sindicatos, dezenas de empresas em Minnesota fecharam as portas. Panfletos com as mensagens "FORA ICE!" e "SEM TRABALHO. SEM AULA. SEM COMPRAS." foram afixados nos estabelecimentos. Escolas em Minneapolis e St. Paul ofereceram opções de aulas online. O prefeito Jacob Frey e outros democratas compararam a presença do ICE a uma invasão. A visita do vice-presidente J.D. Vance a Minneapolis, na qual ele afirmou que o governo estava "fazendo tudo o que pode para acalmar os ânimos", foi interpretada como um sinal de que o governo Trump estava perdendo apoio público em suas políticas de deportação.