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Renee Nicole Good
Adicionado o nome do agente (Jonathan Ross), detalhes do vídeo gravado por ele em 09/01/2026, a presença da esposa da vítima no veículo e o relato sobre o bloqueio de socorro médico.
Renee Nicole Good foi uma cidadã americana de 37 anos, mãe de três filhos, poeta premiada e guitarrista amadora, residente em Minneapolis, Minnesota, que faleceu em 7 de janeiro de 2026, após ser baleada à queima-roupa pelo agente Jonathan Ross, do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), durante uma operação. Sua morte gerou ampla controvérsia, protestos em Minneapolis, Saint Paul e cerca de dez outras cidades nos EUA, com autoridades locais contestando a versão oficial do governo federal sobre o incidente.
O incidente ocorreu em meio a uma ofensiva migratória em larga escala iniciada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em Minneapolis e St. Paul em 6 de janeiro de 2026, envolvendo cerca de 2.000 agentes. Esta operação estava parcialmente ligada a investigações de supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali. A morte de Renee Nicole Good é, segundo autoridades, a quinta registrada em ações do ICE em diferentes estados desde 2024, marcando uma escalada nas operações de imigração do governo Trump.
Em 7 de janeiro de 2026, durante uma operação em um bairro residencial de Minneapolis, o agente do ICE Jonathan Ross disparou três tiros à curta distância contra Renee Nicole Good, que estava dentro de seu carro acompanhada de sua esposa. Após ser baleada, ela perdeu o controle do veículo, que colidiu com um poste. O DHS afirmou que o agente agiu em legítima defesa, alegando que Good tentou avançar com o carro contra os oficiais enquanto tentavam retirar um veículo preso na neve. A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou a ação de Good como "terrorismo doméstico", afirmando que "esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico". O presidente Donald Trump declarou em uma rede social que Good agiu de forma violenta e que o agente do ICE ficou ferido.
Em 8 de janeiro de 2026, o vice-presidente J.D. Vance defendeu que a investigação permaneça na esfera federal, afirmou que o agente possui "imunidade absoluta" e descreveu os agentes do ICE como "americanos patriotas".
Novas evidências surgiram em 9 de janeiro de 2026, quando um vídeo gravado pelo próprio agente Jonathan Ross foi divulgado. As imagens mostram Renee tentando acalmar o agente antes dos disparos, dizendo: "Está tudo bem, cara. Eu não estou brava com você!". A esposa de Renee, também presente no veículo, questiona o agente por estar com o rosto coberto e afirma que são cidadãs americanas. O vídeo registra o momento em que um segundo agente ordena que Renee desça do carro por três vezes. A esposa então diz: "Dirige, amor. Dirige, dirige". Renee acelera para desviar dos agentes e é baleada em seguida. O governo sustenta que o vídeo corrobora a tese de que ela avançou contra o oficial, enquanto as imagens mostram o celular balançando bruscamente no momento dos disparos.
O senador estadual Omar Fateh relatou, com base em testemunhas, que agentes federais impediram um médico de socorrer e reanimar Good logo após o incidente. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, criticaram veementemente a atuação federal. Frey acusou o governo de tentar "distorcer os fatos", criticou os agentes por causarem "caos na cidade" e exigiu a saída imediata do ICE do estado. Walz responsabilizou o governo Trump pela morte, descrevendo sua forma de governar como um "reality show" que custou uma vida.