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Renee Nicole Good
Adicionado declarações de J.D. Vance em 08/01/2026 sobre imunidade absoluta do agente e investigação federal; inclusão de afirmação de Trump sobre ferimento do agente; atualizações na linha do tempo e seção de principais atores.
Renee Nicole Good foi uma cidadã americana de 37 anos, mãe de três filhos, poeta premiada e guitarrista amadora, residente em Minneapolis, Minnesota, que faleceu em 7 de janeiro de 2026, após ser baleada à queima-roupa por um agente do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) durante uma operação. Sua morte gerou ampla controvérsia, protestos em Minneapolis, Saint Paul e cerca de dez outras cidades nos EUA, com autoridades locais contestando a versão oficial do governo federal sobre o incidente.
O incidente ocorreu em meio a uma ofensiva migratória em larga escala iniciada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) em Minneapolis e St. Paul em 6 de janeiro de 2026, envolvendo cerca de 2.000 agentes. Esta operação estava parcialmente ligada a investigações de supostas fraudes envolvendo residentes de origem somali. A morte de Renee Nicole Good é, segundo autoridades, a quinta registrada em ações do ICE em diferentes estados desde 2024, marcando uma escalada nas operações de imigração do governo Trump.
Em 7 de janeiro de 2026, durante uma operação em um bairro residencial de Minneapolis, um agente do ICE disparou três tiros à curta distância contra Renee Nicole Good, que estava dentro de seu carro. Após ser baleada, ela perdeu o controle do veículo, que colidiu com um poste. O DHS afirmou que o agente agiu em legítima defesa, alegando que Good tentou avançar com o carro contra os oficiais, enquanto tentavam retirar um veículo preso na neve. A secretária do DHS, Kristi Noem, classificou a ação de Good como "terrorismo doméstico", afirmando que "esses ataques com veículos são atos de terrorismo doméstico" e que o departamento trabalha com o Departamento de Justiça para processá-los dessa forma. O presidente Donald Trump declarou em uma rede social que Good agiu de forma violenta e que o agente do ICE ficou ferido e foi levado ao hospital.
Em 8 de janeiro de 2026, o vice-presidente J.D. Vance, em coletiva de imprensa, defendeu que a investigação sobre o caso permaneça na esfera federal, afirmou que o agente do ICE possui "imunidade absoluta" para exercer sua função, criticou o uso de veículos para interferir no trabalho policial pelas autoridades estaduais e descreveu os agentes do ICE como "americanos patriotas que estão tentando fazer cumprir a lei".
No entanto, vídeos do incidente que circularam nas redes sociais e foram verificados pela agência Reuters levantaram dúvidas sobre a versão oficial. As imagens mostram o SUV de Good avançando lentamente e parando, antes de um agente se posicionar à frente do veículo. Good então avança, vira o volante e, aparentemente, tenta sair do local. O agente saca a arma e dispara três vezes, sendo que pelo menos um dos tiros ocorreu depois que a dianteira do carro já havia passado por ele. Não é possível determinar pelas imagens se o veículo chegou a atingir o agente.
O senador estadual Omar Fateh relatou, com base em testemunhas, que agentes federais impediram um médico de socorrer e reanimar Good. O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, ambos do Partido Democrata, criticaram veementemente a atuação dos agentes federais e contestaram a narrativa do governo Trump, chamando-a de "narrativa lixo" e "besteira". Frey acusou o governo de tentar "distorcer os fatos", criticou os agentes por causarem "caos na cidade" e exigiu a saída imediata do ICE de Minneapolis e do estado, declarando apoio às comunidades de imigrantes e refugiados. Walz responsabilizou o governo Trump pela morte, descrevendo sua forma de governar como um "reality show" que custou uma vida. A mãe de Renee, Donna Ganger, descreveu a filha como "extremamente compassiva" e sem perfil para confrontar agentes.