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Relações EUA-UE
Adicionado evento de 18/01/2026 sobre a intervenção diplomática do primeiro-ministro britânico Keir Starmer em relação às tarifas propostas por Trump e a importância da segurança no Alto Norte.
As relações entre os Estados Unidos e a União Europeia são complexas e multifacetadas, abrangendo diversas áreas como comércio, segurança, diplomacia e regulação digital. Embora tradicionalmente aliadas, as relações podem ser marcadas por tensões e divergências, especialmente em questões de soberania e abordagem regulatória. Recentemente, a imposição de sanções por parte dos EUA contra indivíduos europeus envolvidos na regulação digital e no combate à desinformação tem gerado atritos significativos. A chegada do presidente Trump a Davos em janeiro de 2026, com uma ofensiva tarifária centrada na Groenlândia, escalou ainda mais as tensões, abalando os alicerces tanto da União Europeia quanto da aliança da OTAN. O Secretário do Tesouro dos EUA, Bessent, negou a finalização de um acordo com a UE, defendendo as tarifas sobre a Groenlândia e citando precedentes de tarifas enfrentadas pela Europa na compra de petróleo russo. Em resposta a essas tensões, a União Europeia, através de sua presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, reafirmou seu compromisso com a defesa da soberania da Groenlândia e do Reino da Dinamarca, destacando a importância da cooperação e apoio mútuo. Em um movimento de retaliação às ameaças comerciais de Trump, a UE planeja impor tarifas de 93 bilhões de euros, intensificando a disputa comercial e estratégica em torno da Groenlândia. Outros aliados, como o Reino Unido, também expressaram preocupação, com o primeiro-ministro Keir Starmer afirmando que "impor tarifas a aliados por buscarem a segurança coletiva dos aliados da OTAN é errado", sublinhando a importância da segurança no Alto Norte para os interesses euro-atlânticos.
Historicamente, os Estados Unidos e a União Europeia (e seus predecessores) mantiveram uma forte aliança estratégica, especialmente após a Segunda Guerra Mundial, baseada em valores democráticos e interesses econômicos e de segurança compartilhados. No entanto, divergências surgiram ocasionalmente em áreas como comércio, política externa e, mais recentemente, na regulação de empresas de tecnologia e conteúdo online. A ascensão de legislações digitais robustas na Europa, como a Lei de Serviços Digitais (DSA), tem sido um ponto de discórdia com a visão americana de liberdade de expressão e a operação de suas plataformas de tecnologia. A disputa em torno da Groenlândia e a ameaça de tarifas adicionais representam um novo ponto de atrito nas relações transatlânticas, com os EUA justificando tais medidas ao lembrar que os próprios europeus já tiveram que lidar com tarifas adicionais por comprar petróleo russo. Em meio a essa escalada, a União Europeia tem reforçado sua posição em defesa da soberania de seus territórios e parceiros, como demonstrado pelo compromisso com a Groenlândia e o Reino da Dinamarca, e tem preparado medidas retaliatórias econômicas para responder às ameaças comerciais dos EUA. A comunidade internacional, incluindo o Reino Unido, tem se posicionado sobre a questão, com o primeiro-ministro britânico Keir Starmer enfatizando a importância da solidariedade entre os aliados da OTAN e a segurança coletiva no Alto Norte, criticando a imposição de tarifas entre parceiros.