Relações Brasil-EUA
Artigo adicionado: "Mauro Vieira e Marco Rubio têm nova conversa e falam sobre comércio e segurança". Adicionado evento de 01/02/2026 sobre nova conversa entre chanceleres Mauro Vieira e Marco Rubio, reiterando discussões sobre comércio, segurança e a visita de Lula a Washington.
As relações entre Brasil e Estados Unidos são caracterizadas por uma complexa interação de interesses comerciais, políticos e de segurança. Historicamente, os dois países mantêm laços diplomáticos significativos, mas também enfrentam divergências em temas como comércio, política multilateral e questões regionais. Recentemente, discussões entre chanceleres e presidentes têm focado em cooperação econômica, segurança regional e a busca por soluções para impasses comerciais, como a taxação de produtos brasileiros e o desconforto brasileiro com a criação do Conselho da Paz.
As relações Brasil-EUA têm sido marcadas por períodos de aproximação e tensão. Em agosto de 2025, o governo dos EUA, sob a presidência de Donald Trump, impôs uma taxação de 50% sobre a maioria dos produtos brasileiros, com exceção de aproximadamente 700 itens. Embora parte dessa taxação tenha sido derrubada após encontros entre os presidentes Lula e Trump, produtos como máquinas, móveis e calçados ainda permanecem com taxação extra, sendo este um pano de fundo constante nas discussões bilaterais.
Em janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Donald Trump conversaram por telefone, abordando temas como a reforma do Conselho de Segurança da ONU e a situação na Venezuela. Lula defendeu a manutenção da paz na região e a cooperação no combate ao crime organizado transnacional, incluindo o congelamento de ativos e o intercâmbio de informações financeiras. A segurança regional é uma prioridade para Trump, que aumentou a presença militar na região, culminando no sequestro do então presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro de 2026.
Em 31 de janeiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, conversaram por telefone para discutir comércio exterior, cooperação em segurança e detalhes da visita de Lula a Washington, prevista para março de 2026. A conversa também abordou o desconforto brasileiro com a criação do Conselho da Paz, idealizado e presidido por Trump para gerir o futuro da Faixa de Gaza, uma iniciativa que Lula criticou, defendendo a primazia da ONU em questões multilaterais. Um novo contato entre os chanceleres ocorreu em 1º de fevereiro de 2026, reiterando os temas de comércio e segurança, e a preparação para a visita presidencial.