Protestos Irã 2025-2026
Atualizado o número de mortos para mais de 60; adicionada a resposta de Khamenei às ameaças de Trump e a comparação histórica com os protestos de 2009; incluídos detalhes sobre a destruição de prédios estatais em Teerã em 09/01/2026.
Os protestos no Irã em 2026 referem-se a uma série de manifestações que eclodiram no país a partir de dezembro de 2025, impulsionadas principalmente por uma grave crise econômica, inflação elevada superior a 40% e o aumento do custo de vida, com o rial iraniano perdendo metade de seu valor em relação ao dólar. Consideradas as maiores demonstrações contra o regime desde 2009, as manifestações espalharam-se por mais de 100 cidades e 25 das 31 províncias. O conflito resultou em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança, com o número de mortos ultrapassando 60 pessoas, incluindo membros das forças de segurança e menores de idade, além de centenas de feridos e mais de 2 mil detidos. O governo iraniano, liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, reconheceu as reivindicações, mas ampliou medidas repressivas, incluindo a imposição de um apagão total de internet e rede telefônica em escala nacional. Khamenei, em pronunciamento em 9 de janeiro de 2026, chamou os manifestantes de "vândalos" e "sabotadores", acusando-os de agir para agradar o presidente dos EUA Donald Trump. Em resposta, Trump ameaçou atingir o Irã "muito duramente onde mais dói" caso a violência letal contra manifestantes persista.
A crise econômica no Irã tem raízes profundas, agravadas pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos em 2018 e pela retomada da política de pressão máxima com o retorno de Donald Trump à Casa Branca em 2025. A situação foi agravada por conflitos com Israel e bombardeios americanos contra instalações nucleares iranianas. Este cenário levou a uma inflação anual superior a 40% e à desvalorização recorde do rial.
Inicialmente focados na economia, os protestos evoluíram para demandas de renúncia do líder supremo Ali Khamenei, com slogans pedindo a destituição de "Seyyed Ali" e o retorno da dinastia Pahlavi. As manifestações de 2026 já são comparadas em escala aos protestos de 2009. Em resposta à pressão externa, o governo iraniano buscou apoio na ONU, alegando interferência de Washington em assuntos domésticos. Em 9 de janeiro de 2026, Khamenei reiterou que o governo não recuaria e rebateu as ameaças de intervenção de Trump, sugerindo que o presidente americano deveria "cuidar do seu próprio país".