Protestos Irã 2025-2026
Artigo adicionado: "Irã intensifica repressão e bloqueia internet no país; Trump ameaça dar resposta a Teerã se regime 'começar a matar manifestantes'". Adicionado detalhes sobre eventos de 07/01/2026 e 08/01/2026, incluindo 13 mortes e mais de 2 mil detidos pela IHR, confirmação da Netblocks sobre apagão de internet, citação específica de Trump em entrevista e respostas detalhadas de Pezeshkian.
Os protestos no Irã em 2026 referem-se a uma série de manifestações que eclodiram no país a partir de dezembro de 2025, impulsionadas principalmente por uma grave crise econômica, inflação elevada superior a 40% e o aumento do custo de vida, com o rial iraniano perdendo metade de seu valor em relação ao dólar. As manifestações, que se espalharam por mais de 100 cidades e 25 das 31 províncias, resultaram em confrontos entre manifestantes e forças de segurança, com pelo menos 45 manifestantes mortos reportados pela Iran Human Rights (IHR), incluindo oito menores, além de membros das forças de segurança, centenas de feridos e mais de 2 mil detidos. O governo iraniano, liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian e pelo líder supremo Aiatolá Ali Khamenei, reconheceu as reivindicações, mas ampliou medidas repressivas, incluindo a imposição de um apagão total de internet e rede telefônica em escala nacional, confirmado pela Netblocks. Khamenei, em seu primeiro pronunciamento sobre os protestos em 9 de janeiro de 2026, chamou os manifestantes de "vândalos" e "sabotadores", acusou-os de agir para agradar o presidente dos EUA Donald Trump e afirmou que o governo não recuaria. A comunidade internacional, incluindo os Estados Unidos, manifestou preocupação, com Trump ameaçando "atingir muito duramente" o Irã em caso de violência letal contra manifestantes, declarando em entrevista ao apresentador Hugh Hewitt: "Deixei claro para eles que, se começarem a matar pessoas — o que tendem a fazer durante seus distúrbios, eles têm muitos distúrbios —, se fizerem isso, nós os atingiremos muito duramente". Alguns analistas compararam a situação ao "momento Muro de Berlim" devido à sua magnitude histórica, considerada a maior desde os protestos após a morte de Mahsa Jina Amini em 2022.
A crise econômica no Irã tem raízes profundas, agravadas pela reimposição de sanções pelos Estados Unidos em 2018, após a saída do então presidente Donald Trump do acordo nuclear internacional. Em 2025, com o retorno de Trump à Casa Branca, a política de pressão máxima contra o Irã foi retomada, e sanções adicionais foram impostas pelas Nações Unidas em setembro do mesmo ano. A situação foi ainda mais complicada por um conflito com Israel em junho de 2025, que incluiu ataques a alvos ligados ao programa nuclear iraniano, e pelos bombardeios americanos contra instalações nucleares.
Este cenário levou a uma inflação anual superior a 40% e à desvalorização do rial iraniano, que perdeu cerca de metade do seu valor em relação ao dólar em 2025, atingindo uma mínima histórica. O descontentamento popular também foi alimentado pela percepção de desigualdade e denúncias de corrupção. Inicialmente focados na economia, os protestos evoluíram para demandas de renúncia do líder supremo Ali Khamenei, com slogans como "é a batalha final, Pahlavi voltará" (em referência à dinastia derrubada em 1979) e "Seyyed Ali será destituído". Em 29 de dezembro de 2025, comerciantes iniciaram uma paralisação em Teerã, e as manifestações se intensificaram, espalhando-se com o apoio de estudantes e outros grupos sociais, alcançando escala nacional com mais de 100 cidades afetadas, conforme grupos de monitoramento. Os protestos de 2026 são considerados os maiores desde a "Revolução Feminina" de 2022, desencadeada pela morte de Mahsa Jina Amini.